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domingo, 24 de diciembre de 2023

"UMA CRIANÇA NASCEU PARA NÓS, UM FILHO FOI-NOS DADO."


NB Nas festividades mais solenes e importantes da Igreja una, santa, católica e apostólica, o Natal do Verbo Eterno é uma daquelas jóias litúrgicas muito importantes onde se admiram a prudência e a sabedoria quando manifestadas de forma terna e digna. amado pela humanidade ferida pelo pecado original e tão distante da pátria eterna que qualquer acesso à bem-aventurança eterna nos era impossível. A todos os meus leitores desejo mais uma vez um FELIZ NATAL. “ Peçamos, então, ao Menino que nasceu que nos conceda admirar, amar e imitar este Natal, de tal forma que nos seja dado chegar à contemplação da geração eterna.

¿Mas por que nos dão um Parvulito? ¿Se um Deus tão imenso fosse dado ao homem, não é verdade que o pecador teria temido mais Aquele que tudo repreende? ¿E se Deus nos tivesse sido dado como eloqüente, não teria o prisioneiro temido a sabedoria daquele que tudo examina? E, finalmente, se Deus tivesse vindo rodeado de exércitos angélicos, ¿não é verdade que o homem miserável teria vergonha de pertencer à sociedade dos anjos? E tanto mais que, como é dito nas Lamentações, os anjos, vendo a ignomínia ... do homem, o teriam desprezado. Pois bem; O homem assim necessitado, o que  ele poderia desejar, senão que um garotinho nascesse para evitar o terror de ser punido, uma criança “infantil”, ou sem fala, para evitar o terror de ser repreendido, e um pobre e solitário Criança? para evitar o terror de ser desprezada? Tal era o desejo; Fazendo-o seu, a Igreja evocou estas palavras do Cântico dos Cânticos, c.8: Quem me daria que você fosse meu irmão, amamentado no peito de minha mãe? Anote-os e tente expô-los. Onde devemos perceber que nasce um bebezinho para que o recebamos como desejamos, e nos é dado um filho para que aquele de que precisávamos seja nosso. Não é ele o mesmo que preenche seus desejos com coisas boas? ¿no geral, o que posso dizer completo? Também os excede. Veja, se não, a paz de Cristo, que ultrapassa toda inteligência. E qual  foi o seu desejo, oh Adam!? Você não queria ser como Deus? E você, orgulhoso Lúcifer, ¿não queria ser como o Altíssimo? Pelo que vejo, seu desejo de ser um deus ainda não cabia. A criatura, de fato, nunca ousou ser igual a Deus. Aqui, no nascimento do Filho de Deus, pelo contrário, estamos diante de um desejo acima de todo desejo, pois na encarnação Deus é homem e o homem é Deus. E pode haver algo mais doce, mais gentil e que inspire maior esperança?

O homem ofendeu a Deus, e Deus parecia odiar o homem e tornou-se impiedoso com ele. Mas agora, tendo-se tornado humano, Deus amará o homem ou odiará a Deus, visto que o homem é Deus. Da mesma forma, o homem, expulso do paraíso, viveu no exílio; mas agora ou o homem entrará no paraíso ou Deus será expulso dele, já que o homem é Deus. E por último, o homem era cativo do diabo; mas agora ou o homem será tirado do seu cativeiro ou Deus será submetido a ele, visto que o homem é Deus. Mas não é possível dizer tal absurdo sobre Deus: então é necessário que o homem seja libertado, repatriado e reconciliado. ¿Talvez todos os nossos desejos não sejam superados aqui? Diante disso, concluiremos que não existe objeto de amor tão doce quanto o nascimento de Cristo.

E, finalmente, devolvamos o poder efetivo ao nascimento do Salvador como exemplo, já que não há Coisa imitável tão benéfica quanto ele. Podereis ver que assim é à clara luz do dito nascimento, que é descrito pelo anjo em São Lucas, c.2: “Ele vos anunciou uma grande alegria que é para todo o povo: Hoje o Salvador nasceu para você. E você terá isto como um sinal: você encontrará uma criança envolta em panos.” Observe este sinal e não se afaste dele se quiser ser mais virtuoso, pois nele lhe é mostrado o que é bom. Na verdade, ele alerta para duas coisas: a fuga no que diz respeito à vaidade e o exemplo no que diz respeito à virtude. Em primeiro lugar, ao verdes assim circunstanciado o divino Menino, aprendeis a fugir da vaidade. ¿E em que se gloriam aqueles que, tornando-se vaidosos, ¿perseguem a vaidade? Na verdade, alguns colocam a sua glória nas ciências, outros nas riquezas, outros nas honras e outros nos poderes. Por esta razão há aqueles que, como os ricos, gostam dos primeiros lugares nos banquetes, ou que, como os magnatas, procuram os primeiros lugares nas sinagogas, ou que, como os inflados pela fumaça da ciência, querem ser chamados de professores pelos homens. Mas olhe para a manjedoura e você verá virtude e vaidade em oposição: você encontrará, eu digo, contra a vaidade das ciências, o Pequeno Infante, que, descartando a loquacidade, não diz uma palavra; contra a vaidade das riquezas, o Pequeno Infante, envolto, não mais em peles, nem em panos, nem em pedaços de pano, mas em panos, ou melhor, em trapos múltiplos que têm gosto de miséria, e contra a vaidade das dignidades e das honras, ao Pequeno Infante, reclinado na manjedoura aos pés dos animais, Olha, então, para o mudo homem mais sábio: Que vergonha da loquacidade tola! Olhem para o indigente mais opulento: ¡Que se envergonhe a abundância gananciosa! E olha lá para o mais alto reclinado: ¡Envergonhe-se a vileza orgulhosa!

Mas considere, ó homem, em segundo lugar, o que você tem que imitar. Você tem diante dos olhos o sinal das virtudes. ¿E o que Cristo te ensina? ¿O que todo o Evangelho proclama? Qual é o objetivo da doutrina sagrada senão estabelecer a pureza na carne, a pobreza na posse e a humildade na alma? Vejamos aqui o objetivo para o qual estão ordenados os três concílios evangélicos. Se você busca, de fato, a pureza, poderá encontrá-la no sinal que lhe for dado: Encontrará um Menino. A razão é porque, embora o sábio diga que não há ninguém na terra que faça o bem e não peque, mesmo que seja uma criança de um dia, ainda assim nos é dado encontrar um homem em quem não houvesse pecado, em cuja boca não se achou engano. E se você busca a pobreza, veja a placa: O Menino envolto em panos; e se for humildade, olha o sinal que te leva até ela: Ao Menino reclinado na manjedoura. Estas três virtudes, pureza, pobreza e humildade, são as três parteiras, hábeis no seu ofício, que receberam o Salvador desde o ventre da Virgem Mãe no dia do seu nascimento. Na verdade, a pureza o recebeu, o que é indicado quando é dito. Você encontrará o bebê. A pobreza o recebeu, vestindo-o em trapos, e isso é significado pelo acréscimo: A criança envolta em panos; e, por fim, a humildade o recebeu, recolhendo-o na estreiteza da manjedoura, como nos é dado compreender quando conclui: Encontrareis o Menino reclinado na manjedoura. Peçamos, então, ao Menino que nasceu que nos conceda a oportunidade de admirar, amar e imitar este Natal, de tal forma que nos seja dado chegar à contemplação da geração eterna. Amém.

R. P. ARTURO VARGAS MEZA.

 

  

"A CHILD (Toddler) HAS BEEN BORN TO US, A SON HAS BEEN GIVEN TO US." (Is. 22)



NB Within the most solemn and important festivities of the one, holy, catholic and apostolic Church, the nativity of the Eternal Word is one of those very important liturgical jewels where prudence and wisdom are admired when manifested in a tender and worthy way. to be loved by humanity wounded by original sin and so distant from the eternal homeland that any access to eternal bliss was impossible for us. To all my readers I once again wish you a MERRY CHRISTMAS. " Let us ask, then, the Infant who has been born to grant us to admire, love and imitate this Christmas, in such a way that it is given to us to reach the contemplation of the eternal generation. amen."

But why are we given a Parvulito? If a God as immense were given to man, is it not true that the sinner would have feared more Him who rebukes everything? And if God had been given to us as eloquent, would the prisoner not have feared the wisdom of him who searches all things? And finally, if God had come surrounded by angelic armies, is it not true that miserable man would have been ashamed of belonging to the society of angels? And all the more so since, as it is said in the Lamentations, the angels, seeing the ignominy ... of the man, would have despised him. Well then; The man thus needy, what  could he long for, but for a Little Boy to be born to avoid the terror of being punished, an “infant” Child, or without speech, to avoid the terror of being scolded, and a poor and lonely Child? to avoid the terror of being despised? Such was the desire what; Making it his own, the Church evoked these words from the Song of Songs, c.8: Who would give me that you were my brother, suckled at my mother's breasts? He writes them down and tries to expose them. Where we must notice that a Little Baby is born so that we receive him as we wish, and we are given a Son so that the one we needed could be ours. Is he not the same one who fills your desires with good things? ¿overall what do I say full? He also exceeds them. Look, if not, at the peace of Christ, which surpasses all intelligence. And what  was your wish, oh Adam!? Did you not wish to be like God? And you, proud Lucifer, did you not want to be like the Most High? From what I see, your desire to be gods still could not fit. The creature, in fact, never dared to be equal to God. Here, in the birth of the Son of God, on the contrary, we are faced with a desire above all desire, since in the incarnation God is man and man is God. And can there be anything sweeter, kinder, and inspiring greater hope?

Man had offended God, and God seemed to hate man and became merciless toward him. But now, having become human, God will either love man or hate God, since man is God. Likewise, man, thrown out of paradise, lived in exile; but now either man will enter paradise or God will be expelled from it, since man is God. And lastly, man was a captive of the devil; but now either man will be brought out of his captivity or God will be subjected to it, as man is God. But to say such nonsense about God is not possible: then it is necessary for man to be liberated, repatriated and reconciled. Perhaps all our desires are not surpassed here? In view of which, we will conclude that there is no object of love so sweet as the birth of Christ.

And finally, let us return the effective power to the birth of the Savior as an example, since there is no imitable Thing as beneficial as him. You will be able to see that this is so in the clear light of the said birth, which is described by the angel in Saint: Luke, c.2: “He announced to you a great joy that is for all the people: Today the Savior has been born to you. And you will have this as a sign: You will find an Infant wrapped in swaddling clothes.” Observe this sign and do not depart from it if you want to be more virtuous, for in it you are shown what is good. In fact, he warns of two things: flight with respect to vanity and example with respect to virtue. Firstly, upon seeing the divine Infant thus circumstantiated, you are taught to flee vanity. And in what do they glory who, becoming vain, pursue vanity? Truly, some put their glory in the sciences, others in riches, others in honors and others in powers. On this account there are those who, like the rich, like the first seats at banquets, or who, like the magnates, seek the first seats in the synagogues, or who, like those puffed up by the smoke of science, want to be called teachers by men. But look at the manger, and you will see virtue and vanity in opposition: you will find, I say, against the vanity of sciences, the Little Infant, who, discarding loquacity, does not say a word; against the vanity of riches, the Little Infant, wrapped, no longer in skins or cloth or a piece of cloth, but in swaddling clothes, or, rather, in multiple rags that taste of destitution, and against the vanity of dignities and honors, to the Little Infant, reclining in the manger at the feet of the animals, Look, then, at the most wise man mute: Shame on foolish loquacity! Look at the most opulent indigent: ¡Let the greedy abundance be ashamed! And look there at the most high reclining: ¡Let proud vileness be ashamed!

But consider, O man, secondly, what you have to imitate. You have before your eyes the sign for the virtues. And what does Christ teach you? What does the entire Gospel proclaim? What is sacred doctrine aimed at if not to establish purity in the flesh, poverty in possession, and humility in the soul? Look here at the goal to which the three evangelical councils are ordered. If you seek, in fact, purity, you will be able to find it in the sign that is given to you: You will find an Infant. The reason is because, although the wise man says that there is no one on earth who does good and does not sin, even if he is a day-old child, it is nevertheless given to us to find a man in whom there was no sin, in whose mouth no deception was found. And if you seek poverty, look at the sign for it: The Infant wrapped in swaddling clothes; and if humility, look at the sign that leads you to it: To the Infant reclining in the manger. These three virtues, purity, poverty and humility, are the three midwives, skilled in his craft, who received the Savior from the womb of the Virgin Mother on the day of his birth. In fact, purity received him, which is indicated when it is said. You will find the Infant. He welcomed him with poverty by dressing him in rags, and this is signified by adding: To the infant wrapped in swaddling clothes ; and, finally, humility received him, collecting him in the narrowness of the manger, as we are given to understand when it concludes: You will find the Infant reclining in the manger. Let us ask, then, the Infant who has been born to grant us the opportunity to admire, love and imitate this Christmas, in such a way that it is given to us to reach the contemplation of the eternal generation . amen.


R. P. ARTURO VARGAS MEZA

 

 

sábado, 23 de diciembre de 2023

"UN NIÑO (Parvulito) NOS HA NACIDO, NOS HA SIDO DADO UN HIJO".

 

N. B. Dentro de las festividades mas solemnes e importante de la Iglesia una, santa, católica y apostólica, la natividad del Verbo Eterno es una de esas joya litúrgicas muy importante donde se admira la prudencia y la sabiduría al manifestarse de una forma tierna y digna de ser amada a la humanidad herida por el pecado original y tan distante de la patria eterna que nos era imposible todo acceso a la bienaventuranza eterna. A todos mis lectores nuevamente les deseo UNA FELIZ NAVIDAD. "Pidamos, pues, al Infante que ha nacido que nos conceda admirar, amar e imitar la presente Navidad, de tal manera que nos sea dado llegar a la contemplación de la generación eterna. amen".

Pero ¿por qué se nos da un Parvulito? Si se diera al hombre un Dios como inmenso, ¿no es verdad que el pecador habría temido más al que todo lo reprende? Y si se nos hubiese dado Dios como elocuente, ¿acaso no habría el reo temido la sabiduría del que todo lo escudriña? Y, por último, ¡si hubiese venido Dios rodeado de ejércitos angélicos, ¿no es verdad que el hombre miserable se habría avergonzado de pertenecer a la sociedad de los ángeles? Y tanto más cuanto que, como se dice en las Lamentaciones, los ángeles, al ver la ignominiadel hombre, le habrían menospreciado. Pues bien; el hombre así necesitado, ¿Qué podía: anhelar, sino que naciese un Parvulito para evitar el terror dé ser castigado, ¿un Niño “infante”, o sin locución, para evitar el terror de ser redargüido, ¿y un Niño pobre y solitario para evitar el terror de ser despreciado? Tal era el deseo qué; haciéndolo suyo, evocaba la Iglesia por estas palabras del Cantar de los Cantares, c.8: ¿Quién me diera que fueses hermano mío, amamantado a los pechos de mi madre? Anótalas y trata de exponerlas. Donde debemos advertir que nace un Parvulito para que le recibamos tal cual le deseamos, y se nos da un Hijo para que sea nuestro aquel de quien teníamos necesidad. ¿No es el mismo el que llena de bienes tus deseos? peto ¿qué digo llena? También los excede. Mira, si no, la paz de Cristo, que sobrepuja toda inteligencia. Y ¿Cuál fue tu deseo, ¡oh Adán!? ¿No deseaste ser como Dios? Y tú, Lucifer soberbio, ¿no quisiste ser semejante al Altísimo? Por lo que veo, no pudo todavía caber en vuestro anhelo ser dioses. La criatura, en efecto, nunca se atrevió a igualarse a Dios. Aquí, en el nacimiento del Hijo de Dios, por el contrario, nos hallamos ante un deseo sobre todo deseo, pues, en la encarnación Dios es hombre y el hombre es Dios. Y ¿puede darse cosa más dulce, más amable e inspiradora de mayor esperanza?

El hombre había ofendido a Dios, y Dios parecía odiar al hombre tornándose en despiadado con él. Pero ahora, habiéndose humanado Dios, Dios o amará al hombre o tendrá odio a Dios, pues el hombre es Dios. Asimismo, el hombre, arrojado del paraíso, vivía desterrado; pero ahora o el hombre entrará en el paraíso o Dios será expulsado de él, puesto que el hombre es Dios. Y, por último, el hombre era cautivo del diablo; pero ahora o el hombre será sacado de su cautiverio o Dios será sometido al mismo, como quiera que el hombre es Dios. Pero decir de Dios tales despropósitos no es posible: luego es preciso qué el hombre sea libertado, repatriado y reconciliado. Por ventura, ¿no quedan aquí sobrepasados todos nuestros deseos? En vista de lo cual, concluiremos que no hay objeto de amor tan dulce como el nacimiento de Cristo.

Y, por último, volvamos la potencia efectiva al nacimiento del Salvador en cuanto es ejemplo, pues no hay Cosa imitable tan provechosa como él. Que esto es así podrás verlo a las claras del dicho nacimiento, las cuales se describen por el ángel en San: Lucas, c.2: “Os anunció un gran gozo que es para todo el pueblo: Os ha nacido hoy el Salvador. Y esto tendréis por señal: Encontraréis un Infante envuelto en pañales”. Observa esta señal y no te apartes de ella si quieres ser más virtuoso, pues en ella se te muestra lo que es bueno. Advierte, en efecto, dos cosas: fuga respecto de la vanidad y ejemplo respecto de la virtud. Primeramente, al ver al divino Infante así circunstanciado, se te enseña a huir la vanidad. Y ¿en qué se glorían los que, haciéndose vanos, se van en pos de la vanidad? Realmente, unos ponen su gloria en las ciencias, Otros en las riquezas, otros en los honores y otros en los poderes. A esta cuenta hay quienes, como los ricos, gustan de los primeros asientos en los banquetes, o quienes, al estilo de los magnates, buscan las primeras sillas en las sinagogas, o quiénes, como los hinchados por él humó de la ciencia, quieren ser llamados maestros por los hombres. Pero mira al pesebre, y verás en oposición la virtud y la vanidad: hallarás, digo, contra la vanidad de las ciencias, al Infantito, que, desechando la locuacidad, no dice palabra ; contra la vanidad de las riquezas, al Infantito, envuelto, no ya en pieles o en paños o en paño de una pieza, sino en pañales, o, por mejor decir, en andrajitos múltiples que saben a indigencia, y contra la vanidad de las dignidades y honores, al Infantito, reclinado en el pesebre a los pies de los animales, Mira, pues, al sapientísimo enmudecido: ¡Avergüéncese la necia locuacidad! Mira al opulentísimo indigente: ¡Avergüéncese la abundancia avara! Y mira ahí al altísimo reclinado: ¡Avergüéncese la vileza soberbia!

Pero considera, ¡oh hombre!, en segundo lugar, lo que has de imitar. Tienes puesta ante los ojos la señal para las virtudes. Y ¿qué te enseña Cristo? ¿Qué es lo que proclama todo el Evangelio? ¿A qué va enderezada la doctrina sagrada sino a implantar la pureza en la carne, la pobreza en la posesión y la humildad en el alma? Mira aquí la meta a que se ordenan los tres consejos evangélicos. Si buscas, en efecto, la pureza, podrás hallarla en la señal que se te da: Encontraréis un Infante. La razón es porque, si bien dice el sabio que no hay en la tierra ninguno que haga el bien y no peque, aunque sea niño de un día, nos es dado, sin embargo, encontrar un hombre en quien no hubo pecado, en cuya boca no se halló engaño. Y si buscas la pobreza, mira la señal para ella: Al Infante envuelto en pañales; y si humildad, mira la señal que a ella te conduce: Al Infante reclinado en el pesebre. Estas tres virtudes, la pureza, pobreza y humildad, son las tres parteras, diestras en su oficio, que recibieron del seno de la Virgen Madre al Salvador en él día de su nacimiento. Lo recibió, en efecto, la pureza, lo cual va señalado cuando se dice. Encontraréis al Infante. Le recibió la pobreza vistiéndole de andrajos, y esto se significa al añadir: Al infante envuelto en pañales; y, por último, le recibió la humildad, recogiéndole en la angostura del pesebre, como se nos da a entender cuando se concluye: Encontraréis al Infante reclinado en el pesebre. Pidamos, pues, al Infante que ha nacido que nos conceda admirar, amar e imitar la presente Navidad, de tal manera que nos sea dado llegar a la contemplación de la generación eterna. amen.


R.P.ARTURO VARGAS MEZA.

jueves, 12 de octubre de 2023

COMBIEN VAUT VOTRE ÂME? DEMANDEZ AU DIABLE.



Saint Augustin nous dit: «Veux-tu savoir ce que vaut ton âme ? Allez demander au diable, il vous le dira. Le diable a tellement notre âme que, même si nous vivions quatre mille ans, si après ces quatre mille ans de tentations il parvenait à nous vaincre, il considérerait son œuvre comme très bien dépensée. Ce saint homme qui a subi les tentations du diable d'une manière si particulière nous dit que notre vie est une tentation continue. Le même diable dit un jour par la bouche d'un possédé que « tant qu'il n'y aurait qu'un seul homme sur terre, il serait là pour le tenter. Car, dit-il, je ne peux supporter que des chrétiens, après tant de péchés, puissent encore attendre le ciel que j'ai perdu d'un coup, sans jamais pouvoir le retrouver.

- Mais hélas! Oui, nous pouvons expérimenter en nous-mêmes le fait que dans presque toutes nos actions nous nous trouvons tentés, soit par l'orgueil, soit par la vanité, soit en pensant à l'opinion que les autres se feront de nous, soit en concevant la jalousie, la haine, le désir de vengeance... D'autres fois, le diable s'approche de nous pour nous présenter les images les plus sales et les plus impures. Voyez comment, en priant, il remue notre esprit, le transportant d'un lieu à un autre ; ¿Et ne pensons-nous même pas que nous sommes dans un état... (i), quand nous sommes dans la sainte présence de Dieu ? Et plus encore, depuis Adam jusqu’à nous, vous ne trouverez aucun saint qui n’ait été tenté d’une manière ou d’une autre; et les plus grands saints étaient précisément ceux qui éprouvèrent les plus grandes tentations. Jésus-Christ lui-même a voulu être tenté, pour nous faire comprendre que nous serions également tentés: il faut donc s'y tenir. Si vous me demandez quelle est la cause de nos tentations, je répondrai que c'est la beauté et la valeur de notre âme, que le diable apprécie et désire tellement qu'il se contenterait de subir deux enfers, s'il le fallait, pour pouvoir pouvoir le posséder. traîner pour partager leurs peines.

Ne manquons donc jamais de rester sur nos gardes, de peur que; Au moment le moins attendu, le diable nous trompe. Saint François nous raconte qu'un jour le Seigneur lui fit voir comment le diable tentait ses religieux, notamment contre la vertu de pureté. Il vit une multitude de démons qui s'amusaient à lancer des flèches sur ces religieux; certains se retournèrent violemment contre les mêmes démons qui les avaient jetés : puis ils s'enfuirent en poussant des cris terribles ; D'autres, en frappant ceux qu'ils visaient, tombaient à leurs pieds sans leur faire de mal ; d'autres les pénétraient tout entiers et les traversaient de part en part. Pour repousser les tentations, nous dit saint Antoine, il faut utiliser les mêmes armes: ainsi, lorsque l'orgueil nous tente, il faut immédiatement nous humilier et nous abaisser devant Dieu; S'il veut nous tenter contre la sainte vertu de pureté, nous devons nous efforcer de mortifier le corps et les sens, en nous surveillant plus attentivement que jamais. S'il veut nous tenter en étant ennuyeux au moment de la prière, nous devons redoubler de prière et y prêter une attention plus diligente; et plus le diable nous incite à abandonner les prières habituelles, plus nous aurons à en prier en grand nombre.

Les tentations les plus redoutables sont celles dont nous ignorons l’existence. Saint Grégoire raconte qu'il y avait un homme religieux qui fut pendant quelque temps très bon; Un jour, il conçut le désir de quitter le monastère et de retourner dans le monde, disant que le Seigneur voulait qu'il sorte de ce monastère. Le supérieur lui dit: «Mon ami, c'est le diable qui est en colère parce que tu parviens à sauver ton âme; lutter contre lui. L'autre n'étant pas convaincu, le supérieur lui donna la permission de partir; Mais, en sortant du monastère, le saint se mit à genoux pour demander à Dieu de faire savoir aux pauvres religieux que tout cela n'était que les machinations du diable décidé à le perdre. Il avait à peine mis le pied sur le seuil de la porte pour sortir, qu'un terrifiant dragon se jeta sur lui. " Au secours, mes frères, s'écria-t-il, car un grand dragon vient me dévorer! " Les religieux, en entendant ce bruit, allèrent voir ce qui se passait, et trouvèrent le religieux étendu par terre presque mort; Ils l'emmenèrent au monastère, et alors le malheureux comprit vraiment que tout cela n'était que tentations du démon qui mourait de rage lorsqu'il vit que son supérieur avait prié pour lui et l'avait empêché de conquérir cette âme. ¡Oh, comme nous devons craindre de ne pas connaître nos tentations! Et si nous ne le demandons pas à Dieu, nous ne les connaîtrons jamais.

¿Que retenir de tout cela, si ce n'est que notre âme est quelque chose de très grand aux yeux du diable, puisqu'il prend soin de ne pas laisser passer une occasion de nous tenter, pour nous perdre et nous entraîner vers partager son malheur? Mais si, d'une part, nous avons vu combien notre âme est grande, combien Dieu l'aime, combien il a souffert pour la sauver, les biens qu'il lui prépare dans l'autre vie; ¿Et, d’un autre côté, nous avons vu tous les trucs et pièges que le diable nous tend pour le perdre, que devons-nous penser de tout cela? Quelle estimation ferons-nous de notre âme? ¿Quelles précautions prendrons-nous pour elle? Avons-nous au moins pensé à son excellence et au soin que nous devrions lui apporter?

¿Que faire de cette âme qui a tant coûté à Jésus-Christ? ¡Hélas, c'est comme si nous ne l'avions que pour la rendre malheureuse et lui faire souffrir!... Nous la considérons comme moins estimable que les animaux les plus vils; Nous nourrissons les bêtes que nous avons à l'écurie ; Nous prenons grand soin de fermer les portes pour que les voleurs ne les volent pas ; Lorsqu'ils sont malades, nous partons rapidement à la recherche du vétérinaire pour les soigner ; Parfois, nous sommes même émus de les voir souffrir. Et faisons-nous cela pour notre âme? ¿Est-ce que nous nous préoccupons de le nourrir avec grâce ou par la fréquence des sacrements? ¿Assurons-nous de fermer les portes pour que les voleurs ne nous le volent pas? Hélas, avouons notre honte, nous la laissons périr de misère; nous laissons nos ennemis, qui sont les passions, le déchirer; nous laissons toutes les portes ouvertes; Le démon de l'orgueil arrive, et nous le laissons entrer pour assassiner et dévorer la pauvre âme; Celui de l'impureté arrive, et entre aussi, pour le salir et le corrompre. «¡Ah! Pauvre âme, nous dit saint Augustin, on ne vous estime que très peu. "L'homme fier vous vend pour une pensée d'orgueil, l'avare pour un terrain, l'ivrogne pour un verre de vin, le vengeur pour une pensée de vengeance!"

¿En réalité, où sont nos prières louées, nos communions pieuses, nos saintes messes entendues, notre résignation et notre conformité à la volonté de Dieu dans les épreuves, notre charité envers nos ennemis? ¿Est-il possible que nous accordions si peu d'attention à une si belle âme, que Dieu a aimé plus que lui-même, puisqu'il est mort pour la sauver? ¡Oh! nous aimons le monde et ses plaisirs; Par contre, tout ce qui fait référence à la gloire de Dieu ou au salut de l'âme nous met en colère et nous ennuie et nous nous plaignons même lorsque nous y sommes forcés. ¡Oh! Quel sera notre regret un autre jour!... En apparence, il semble que le monde nous procure du plaisir; mais nous avions tort. Écoutez ce que nous dit saint Jean Chrysostome, et vous verrez combien celui qui se soucie de se sauver est plus heureux que celui qui court seulement à la recherche des plaisirs et laisse sa pauvre âme abandonnée. «Pendant que je dormais, nous dit ce grand saint, j'ai fait un rêve très singulier qui, à mon réveil, m'a offert de nombreuses raisons de réfléchir et de méditer devant Dieu. Dans ce rêve, je vis un endroit délicieux, une vallée agréable, dans laquelle la nature avait rassemblé toutes les beautés, toutes les richesses et tous les plaisirs capables de plaire à un mortel. Ce qui m'étonnait le plus, c'était de voir au milieu de cette vapeur de délices un homme à la physionomie triste, au visage altéré et à l'esprit inquiet; A sa disposition on devinait la confusion et l'émotion de son âme: tantôt il restait immobile, les yeux fixés fixement vers le sol, tantôt il marchait à grands pas et d'un air perdu ; D'autres s'arrêtaient brusquement, poussant de profonds soupirs, sombrant dans une profonde mélancolie, confinant au désespoir. En contemplant tout cela attentivement, je vis que cette vallée des délices aboutissait à un précipice effrayant, à un gouffre immense vers lequel l'homme semblait entraîné par une force étrange. Malgré tant de délices, cet homme semblait agité, car, devant ces abîmes, il lui était impossible de jouir d'un seul moment de paix et de joie. Mais, dirigeant mon regard au loin, j'aperçus un autre endroit avec un aspect totalement différent de la vallée que je vous ai décrite: c'était une vallée sombre et sombre, formée de montagnes abruptes et de déserts stériles; La sécheresse la plus désolée dominait complètement ces lieux; pas de végétation ni de feuillage, juste des ronces et des épines: tout inspirait tristesse, désolation et horreur. Mais ma surprise fut grande lorsque j'aperçus dans cette vallée un homme pâle, maigre, épuisé, mais au visage serein, à l'air calme et à l'air satisfait; Malgré son apparence extérieure peu fringante, tout portait à croire que c'était un homme tranquille, mais, en regardant encore plus loin, j'aperçus, au fond de cette vallée de misère et de cet horrible désert, un endroit délicieux, un coin agréable où l'on découvrait toutes sortes de beautés.

Il marchait avec détermination, sans s'arrêter devant les obstacles des ronces et des épines qui venaient parfois blesser sa chair; Les poutres semblaient lui redonner des forces. Au bout d'un moment, voyant tout cela, je demandai pourquoi l'un était si triste dans un lieu de plaisir et l'autre si calme dans une demeure de misère. Alors j'entendis une voix qui disait: Ces deux hommes sont respectivement l'image de ceux qui se consacrent entièrement au monde, et de ceux qui se consacrent sincèrement au service de Dieu. Le monde, me disait cette voix, offre à ses adeptes richesse et plaisir dès le premier instant, du moins en apparence: les imprudents s'y donnent inconsidérément; mais ils doivent vite reconnaître qu’ils n’ont pas réalisé ce qu’ils pensaient. Le plus triste et le plus décourageant est qu’à la fin, ils se heurtent inévitablement à un abîme dans lequel tomberont tous ceux qui empruntent ce chemin apparemment agréable. L'autre, poursuit la voix, éprouve en lui-même le contraire: c'est que, dans le service de Dieu, il y a avant tout des épreuves et des difficultés, il doit demeurer dans une vallée de larmes ; Il faut se mortifier, se faire violence, se priver de la douceur de vivre, passer ses journées dans de grandes épreuves. Mais l'esprit est encouragé par la vue et l'espoir d'un avenir éternellement heureux ; Dure est la vie de l'homme qui vit dans cette triste vallée, mais la pensée du bonheur qui l'attend le console et le soutient dans toutes ses luttes. Tout lui est consolant, et son âme commence déjà à goûter aux biens promis qui l'attendent et dont il jouira bientôt pleinement. 

¿Peut-on trouver une comparaison plus exacte et plus naturelle pour comprendre la différence entre ceux qui pendant leur vie ne cherchent qu'à servir Dieu et à sauver leur âme, et ceux qui laissent de côté leur Dieu et leur âme, pour courir après les plaisirs, qui mènent à l’enfer?

 

 

 

martes, 5 de diciembre de 2017

SUMA CONTRA LOS GENTILES Santo Tomás de Aquino


PROLOGO
Al poner en manos del lector español la traducción castellana de la Suma contra los Gentiles, de Santo Tomás de Aquino, nos ha parecido conveniente hacer unas sencillas aclaraciones destinadas exclusivamente a exponer, en muy pocas líneas, los límites de nuestro trabajo.
Nuestro intento fundamental puede resumirse en una sola palabra: traducir; poner al alcance de quienes cultivan la filosofía y no cuentan con la suficiente preparación para vencer cómodamente las dificultades de la lengua latina una de las grandes obras del Doctor Angélico. No hemos trabajado, pues, para eclesiásticos, ya que éstos mejor estudiarán el pensamiento del Santo en su original latino. Nuestra tarea ha sido realizada con vistas a los seglares, católicos o no católicos, aunque todos cultos, para que tanto unos como otros, estudiando con detención la obra que les ofrecemos, puedan llegar por la simple vía racional a establecer contacto con las grandes verdades y a penetrar, en cuanto nos es dado, en el mundo de los grandes misterios.
Aparte de la introducción general, en la que, tras unas breves pero vigorosas pinceladas sobre la persona de Santo Tomás, se exponen las circunstancias históricas que motivaron la aparición de la obra, el estudio crítico del Pugio fidei en relación con la Contra Gentes, etc., a cada uno de los dos libros que componen el presente volumen precede una extensa introducción.
Es de notar, sin embargo, que ambas introducciones, en conformidad con lo ya dicho, tienden únicamente a resumir en una síntesis clara—y asequible, en cuanto caben—los puntos doctrinales en que se apoya la argumentación del libro respectivo. En consecuencia, hemos ladeado intencionadamente las exposiciones doctrinales que pudieran contrarrestar este anhelo de expansión vulgarizadora de la doctrina de Santo Tomás, como también hemos prescindido de insistir en la demostración y defensa de cuanto constituye el núcleo de nuestro sistema tomista. Y esto por dos razones: en primer lugar, porque aquellos a quienes va destinada esta traducción castellana de la suma contra los Gentiles, los seglares, ni están mediatizados por escuelas determinadas, ni buscan, por consiguiente, una defensa crítica de la doctrina. Interésales sólo el pensamiento del Santo. Y su pensamiento, indudablemente, con la diafanidad que le caracteriza, está en sus obras. En segundo lugar, porque los menos del mundo laico a quienes pudiera interesar la controversia podrán suplir con relativa facilidad cuanto falte en exposición doctrinal y defensa crítica acudiendo a las introducciones especiales de la Suma Teológica publicada por esta misma Biblioteca.
Réstanos sólo advertir al lector que la Suma contra los Gentiles no va dirigida—como dice el P. Suermondt—a cualquier clase de hombres, sino a eruditos y doctos; a quienes, cultivando la verdadera sabiduría, acúciales el deseo de escudriñar las verdades divinas. Por esta razón, Santo Tomás comienza la obra preguntándose en el primer capítulo cuál sea el deber del sabio
INTRODUCCIÓN GENERAL
Santo Tomás de Aquino, por su grandeza excepcional, por la extensión y por las múltiples facetas de su obra literaria, por la universalidad de su influencia, por su significación en la Iglesia, no puede ser abarcado de manera global sin un previo es fuerzo analítico como antecedente obligado para una visión integradora. Tampoco es tarea fácil el estudio de un aspecto particular de su doctrina o de su vida, desgajado más o menos violentamente del conjunto vivo y reciamente ensamblado, sin que sufra merma en su exacta valoración y sin que pierda sus claros contornos. Por ello ofrece una real dificultad hablar o escribir de Santo Tomás con carácter introductorio y con el propósito de dar a conocer en visión de conjunto, alada y densa, cordial y científica, la obra total del Santo, o algunos aspectos, en tal forma que pueda ser guía seguro para adentrarse en la lectura de sus escritos con curiosidad inteligente y con devoción ardiente y amorosa.
Sin duda la copiosa literatura enteramente consagrada al estudio del Doctor Angélico, de su vida, de su doctrina y de sus escritos, ofrece sobradamente todo lo que puede apetecer un lector culto sobre un autor y una obra literaria. Estaríamos muy lejos de la realidad si afirmáramos que el Santo es poco estudiado o es poco conocido, como suele afirmarse con tanta frecuencia al escribir sobre figuras destacadas con carácter monográfico. La bibliografía tomista es abundante y variada, no sólo en estudios de carácter doctrinal, filosófico y teológico, sino en estudios de tipo histórico y de crítica textual, cada día más numerosos y más perfectos. Esta riqueza en estudios monográficos y de síntesis, de valor muy desigual, puede constituir un verdadero escollo para el conocimiento exacto de Santo Tomás si el lector estudioso, y mucho más el escritor, no somete la producción bibliográfica a un análisis delicado para conocer previamente el valor de los estudios utilizables, las fuentes empleadas y los criterios que han guiado a los respectivos autores en sus tareas de elaboración científica. De no hacerlo así, en algunos casos esta remos expuestos a verdaderas confusiones, por aceptar como conclusiones de valor objetivo las estimaciones subjetivas de ciertos autores, o como hechos históricos comprobados plenamente las hipótesis históricas más o menos fundadas como explicación provisional de un hecho o como interpretación, también provisional, de un texto obscuro.
A pesar de esta dificultad, nos vemos obligados a escribir sobre Santo Tomás con carácter introductorio y para esta edición española de la Summa contra Gentiles. Tarea difícil siempre, lo es para nosotros, que estamos ocupados en otras tareas históricas que sólo muy de lejos tienen una relación con los problemas que tenemos que tratar aquí. Seguimos adelante en nuestro trabajo fiados sólo en el bonum obedientiae.
Nuestra tarea queda muy reducida, casi fácil, si tenemos en cuenta que en esta misma Biblioteca de Autores Cristianos, en fecha aún reciente y como introducción general a la edición española de la Summa Theologica, se ha publicado un magnífico estudio de conjunto sobre la vida y la obra total de Santo Tomás de Aquino, debido al insigne teólogo P. Santiago M. Ramírez, O. P.1 El amplio estudio introductorio del P. Ramírez, en sus páginas densas y luminosas, ofrece al lector español una visión completa de Santo Tomás, rica por su información erudita y por el vigor del pensamiento. En la obra del P. Ramírez puede hallar el lector culto plenamente expuestos aquellos conocimientos previos que puede desear para adentrarse inteligentemente en la lectura del Doctor Angélico. Parece, pues, innecesario, y hasta vano, emprender de nuevo el trabajo para darle a nuestro público culto una nueva introducción de tipo general que no podría sustituir a la obra magistral del insigne P. Ramírez.
Nuestro propósito es modesto: exponer algunos problemas generales de tipo histórico en torno a la Summa contra Gentiles, y que pueden interesar al lector porque su conocimiento ayuda a situar la obra del Santo en su ambiente histórico y facilita la comprensión del método y la problemática de esta obra del Angélico
En nuestro intento de ofrecer una introducción de interés general y de lectura agradable, procuramos eliminar aquellos problemas de erudición y de crítica que sólo interesan al lector especializado y que no ayudan de manera eficaz al conocimiento y comprensión de la obra. Como una excepción, dedicamos bastante espacio al estudio de las relaciones de Santo Tomás con Raimundo Martí, por su interés hispánico y por no estar plenamente estudiadas en las obras de carácter general sobre Santo Tomás.
El texto que se publica es el mismo de la edición Leonina, edición crítica perfectísima 2 Así huelga la exposición de los problemas críticos referentes a elencos de manuscritos, genealogía de los mismos, estado actual del manuscrito autógrafo, etc. Problemas éstos estudiados y resueltos por los editores romanos y exhaustivamente expuestos en las introducciones de la citada edición crítica para saciar la curiosidad de los eruditos y críticos más exigentes. Una exposición sumaría de estos problemas carece de utilidad real. Algo parecido ocurre con las observaciones de detalle que pueden haberse hecho a la labor de los editores de Santo Tomás. Así, descartados estos problemas de crítica textual, nuestra labor se reduce y se limita a una reconstrucción histórica del ambiente y a unas observaciones sobre el método de trabajo del Santo Doctor.
1 Suma teológica de Santo Tomás de Aquino. Tomo 1: Introducción general por el R. P. Mtro. Fr. Santiago Ramírez, O. P., etc. (Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid 1947). La introducción del P. Ramírez abarca 237 páginas, con bibliografía sistemática y continuas referencias a problemas críticos y autores actuales. Es, por tanto, un instrumento de trabajo insubstituible, al mismo tiempo que es un estudio altamente orientador.
2 S. Thomas Aquinatis, Doctoris Angelici, Opera onvnia iussu impen saque Leonis XIII P. M. edita. La Suma contra Gentiles ocupa los volúmenes 13, 14 y 15. De esta edición de la Contra Gentiles escribe Grabmann que representa un trabajo de primer orden entre las ediciones críticas de obras de autores escolásticos» (Historia de la Teología católica, edic. española [1940], p. 383).



martes, 29 de agosto de 2017

QUESTIO LVIII: DEL MODO DE CONOCER DE LOS ANGELES




2: SIMULTANEIDAD COMPATIBLE CON LA PLURALIDAD DE OBJETOS EN EL ACTO DEL CONOCIMIENTO ANGÉLICO

"Con el conocimiento por el que (los ángeles conocen las conocen en, el Verbo las conocen todas con una sola especie inteligible, que es la esencia divina, y, por, consiguiente, con esa clase de conocimiento las conocen todas simultáneamente... En cambio, con, el conocimiento por el que los ángeles conocen las cosas .por especies innatas pueden entender a la vez todas las que conozcan por una misma especie, pero no las que requieren especies  diversas (a. 2).
En relación a lo anterior Santo Tomas se pregunta: “Si puede el angel entender simultáneamente muchas cosas”
A lo cual contesta San Agustín: “Que los ángeles desde que fueron creados gozan de la eternidad del Verbo de una santa y piadosa contemplación”. Pero el entendimiento el entendimiento que contempla no está en potencia sino en acto. Luego el entendimiento del ángel no está en potencia.
Su respuesta es la siguiente:
Lo mismo que para la unidad de movimiento se requiere unidad, de término, así para la unidad de una operación es necesaria la unidad de objeto. Mas hay cosas que unas veces se tornan corno si fuesen muchas, y otras como si fuesen una sola. Tal sucede con las partes de un todo continuo, que, si se toma cada una de por sí, son muchas, por lo cual ni, por el sentido ni por el entendimiento pueden ser percibidas a la vez, y con una sola operación. Pero si se toman como una sola cosa en el todo, entonces son conocidas a la vez y con una sola operación, tanto por el sentido como por el entendimiento, cuando se considera el todo, y así es como nuestro entendimiento entiende a la vez el sujeto y el predicado en cuanto partes de una misma proposición, y los extremos de una comparación en cuanto a lo que convienen. Por donde se echa de ver que muchas cosas, en cuanto son, distintas, no se pueden entender simultáneamente; pero en cuanto se unen en un solo objeto inteligible pueden ser entendidas a la vez.
Ahora bien, todo ser es inteligible en acto, por cuanto su semejanza está en el entendimiento.
Luego todo lo que puede ser entendido por una misma especie inteligible, es conocido corno un solo objeto inteligible y, por tanto, simultáneamente. En cambio, las cosas que se conocen por diversas especies inteligibles son entendidas como objetos inteligibles distintos. 
Por tanto, los ángeles, con el conocimiento por el que conocen las cosas en el Verbo, las conocen todas con una sola especie inteligible, que es la esencia divina, y, por consiguiente, con esta clase de conocimiento las conocen todas simultáneamente, ya que en la patria no serán, nuestros pensamientos volubles, que pasan de unas cosas a otras para retornar sobre ellas», Sino que veremos toda nuestra ciencia simultáneamente con, una sola mirada, como dice San Agustín. - En cambio, con el conocimiento por, el que los ángeles conocen las cosas por especies innatas pueden entender a la vez todas las que se conozcan por una misma especie, pero no las que requieren especies diversas.

La razón de ello está en que la unidad formal de la operación de una facultad se toma de la unidad formal del objeto sobre que versa y que da origen a la unidad formal del principio que determina la operación, siendo éste en la facultad intelectiva la especie intangible.
De ahí que, aunque los objetos conocidos sean en sí materialmente diversos, considerados bajo una razón formal o en cuanto constituyen un todo, pueden ser representados por una sota especie y conocidos en un mismo acto.
Tal es el conocimiento sobrenatural angélico de todas las cosas en el Verbo y 18,1 natural de los varios objetos en una misma especie inteligible.
Más esto ha de entenderse del conocimiento perfecto, pues nada impide que el ángel en una misma especie que representa muchos objetos considere uno primariamente y de modo especial, no considerando otro sino de modo general e imperfecto. Pero en modo alguno es posible simultáneamente el conocimiento perfecto por diversas especies no subordinadas, porque no es posible que en un mismo orden y en una misma operación la potencia sea determinada y actuada totalmente por dos formas distintas, como no es posible que un mismo sujeto tenga a un mismo tiempo dos formas específicas diferentes No se olvide que, en el acto de entender, la facultad Intelectiva es un sujeto que recibe o tiene en sí la, forma o especie inteligible, y esta forma es el principio de la acción intelectiva…        
Hará entender mejor esta verdad una comparación con lo que sucede en las qliferenteseualid8ides de los cuerpos, por ejemplo, en el color y en la figura. No es posible que bajo el mismo aspecto un cuerpo tenga a la vez dos colores diferentes o dos figuras distintas. Y sin que esta explicación constituya una demostración psicológica por parte del objeto, puesto que es más bien un problema de la metafísica de la acción, sin embargo, no deja de presentar aspectos psicológicos sumamente interesantes. Así experimentamos en nosotros mismos que con un solo acto podemos conocer la totalidad de un ser compuesto: pero sí consideramos los elementos de ese todo con relación a la misma totalidad, es claro que cada uno de ellos nos será conocido solamente de una manera confusa. Para llegar al conocimiento distinto de todos y cada uno de ellos, hay que prescindir del cono cimiento .de la totalidad del ser compuesto, Y si aun en este caso llegamos a conocer distintamente dos elementos en un solo acto, ha de ser porque los, consideramos unidos por una relación, por una diferencia, etc, Es de todo..., punto, imprescindible la, unidad del acto intelectivo.

3°. LA OPERACIÓN INTELECTUAL DEL ANGEL NO ES PROPIAMENTE DISCURSIVA NI EN ELLA SE DA COMPOSICION Y DIVISION.

“Porque los ángeles, en todas las cosas que primero conocen naturalmente, ven en el acto todo lo que ellas se puede conocer…, no adquieren conocimiento de una verdad desconocida discurriendo de las causas a los efectos y de los efectos a las causas (a.3 y ad 3 del mismo), y, por consiguiente, como en el ángel la luz intelectual es perfecta…, síguese que, por lo mismo que no entiende discurriendo, tampoco entiende componiendo y dividiendo…, aunque entiende la composición y división  de las proposiciones, como también entiende el razonamiento de los silogismos” (a. 4)
En cuanto a lo primero de eta proposición dice el angélico en el a. 3:
Dice San Agustín: “La potencia espiritual de la mente angélica comprende simultáneamente y con la mayor facilidad todo lo que quiere”
A lo que agrega santo Tomas comenta: Lo mismo que para la unidad de movimiento se requiere unidad, de término, así para la unidad de una operación es necesaria la unidad de objeto. Mas hay cosas que unas veces se tornan corno si fuesen muchas, y otras como si fuesen una sola. Tal sucede con las partes de un todo continuo, que, si se toma cada una de por sí, son muchas, por lo cual ni, por el sentido ni por el entendimiento pueden ser percibidas a la vez, y con una sola operación. Pero si se toman como una sola cosa en el todo, entonces son conocidas a la vez y con una sola operación, tanto por el sentido como por el entendimiento, cuando se considera el todo, y así es como nuestro entendimiento entiende a la vez el sujeto y el predicado en cuanto partes de una misma proposición, y los extremos de una comparación en cuanto a lo que convienen. Por donde se echa de ver que muchas cosas, en cuanto son, distintas, no se pueden entender simultáneamente; pero en cuanto se unen en un solo objeto inteligible pueden ser entendidas a la vez.
Ahora bien, todo ser es inteligible en acto, por cuanto su semejanza está en el entendimiento. Luego todo lo que puede ser entendido por una misma especie inteligible, es conocido como un solo objeto inteligible y, por tanto, simultáneamente. En cambio, las cosas que se conocen por diversas especies inteligibles son entendidas como objetos inteligibles distintos.
Por tanto, los ángeles, con el conocimiento por el que conocen las cosas en el Verbo, las conocen todas con una sola especie inteligible, que es la esencia divina, y, por consiguiente, con esta clase de conocimiento las conocen todas simultáneamente, ya que en la patria no serán, nuestros pensamientos volubles, que pasan de unas cosas a otras para retornar sobre ella sino que veremos toda nuestra ciencia simultáneamente con, una sola mirada, como dice San Agustín.  En cambio, con el conocimiento por, el que los ángeles conocen las cosas por especies innatas pueden entender a la vez todas las que se conozcan por una misma especie, pero no las que requieren especies diversas.


martes, 13 de junio de 2017

TRATADO DE LA JUSTICIA Y EL DERECHO


MURETE DE ABEL


«Ley es el consentimiento general de la ciudad que manda por escrito cómo se ha de hacer cada cosa.» En la cual definición se alude a la de San Isidoro (li bro 5): Ley es una constitución escrita. Por lo cual, si la consideramos en toda su amplitud, tan grande como es, ley no es otra cosa que cierta ordenación o mandato de la razón, enderezado al bien común, y promulgado por aquel que tiene el cuidado de la república.

Porque en esta definición exprésase el género, el fin, la causa y la forma. Ahora bien, para explicar esta definición, hemos de tratar por orden de cada una de las cuatro partes que la integran. Esta cuestión, pues, pide cuatro artículos. El primero versará sobre el género de la definición, por medio del cual se ha de examinar en qué potencia radica la ley, es a saber, si es acto del entendimiento o de la voluntad. Al parecer hemos afirmado ser acto del entendimiento, cuando hemos dicho ser una ordenación o un precepto de la razón. Pero hay no pocos argumentos en contrario.

Primero. Como en el entendimiento no se dan más que actos y hábitos, no se ve cuál de éstos sea la ley.

Segundo. La ley tiende a mover a los súbditos: el rey por medio de las leyes mueve; ahora bien, es propio de la voluntad el mover, porque el animal no se mueve sino por lo que apetece bajo alguna razón de bien, como dice Aristóteles (3 de Anima, text. 49), y bien es el objeto de la voluntad. Añádase en tercer lugar la autoridad de algunos autores recientes, de no poca nota, quienes definen así la ley: «La ley es la voluntad recta de aquel que lleva la representación del pueblo.» A los cuales parecen unirse tanto San Agustín (lib. 4 de civit.) afirmando que antiguamente la voluntad de los Príncipes se tenían por leyes: como el Jurisconsulto (L. de const. Prin . lib. 1, que también lo refiere en Instit. del derecho natural y de gentes) que dice: «Lo que agrada al Príncipe tiene el valor de ley.»

Cuarto. Parece indicarlo también San Pablo (R. 7), que dice: «Veo otra ley en mis miembros que repugna a la ley de mi mente.» Porque la ley que radica en los miembros no sólo no está en el entendimiento, sino que carece de razón.

En contra pelea la fuerza de la ley, que es mandar, lo cual es ya oficio de la prudencia, y por consiguiente del entendimiento.

* * *

Respóndese a esta cuestión con dos conclusiones.

Es la primera: La ley radica en el entendimiento como obra del mismo. Aquí ha de notarse desde luego del nombre de ley, que atendiendo a varias virtudes y cualidades de la cosa misma, el nombre de ley, unos lo deducen diversamente que otros. San Isidoro (libro 5, Etymol., cap. 3) lo deriva de leer, porque se escribe para que todos la lean. Mas como esto sea accidental a la ley, más acertadamente Santo Tomás y los Teólogos opinan que viene de obligar o atar, porque tiene fuerza de obligar. Aunque Cicerón (1. de legil.) siente que se deriva de legendo, en cuanto significa elegir; y añade que si bien los griegos nombran la ley de tribuendo, dar, (pues lo que nosotros llamamos ley, ellos llaman nomon, de nemein que significa dar, porque la ley da a cada uno lo que es suyo), yo, sin embargo, dice, la derivo de legendo, esto es, de elegir. Y añade también: «Porque así como ellos ponen la fuerza de la ley en la equidad, así nosotros, los latinos, la ponemos en la elección, y ambas cosas son propias de la ley.» Así Cicerón.

Por consiguiente, siendo todas estas virtudes propias de la ley, poco importa de cuál de ellas le tomemos el nombre. Sin embargo, aunque no rechace la etimología de los Teólogos, me agrada más la opinión de Cicerón: que la ley es la regla o norma de elegir.

Porque la regla, dirigiendo enseña a elegir. De dondequiera, pues, que derivemos su nombre, es clarísimo que es cosa del entendimiento, lo cual se demuestra por ambas a dos cualidades suyas, pues tiene el ser regla y el ser mandato obligatorio. Por tanto, aunque Santo Tomás ponga una sola cualidad en su definición, nosotros ponemos las dos como género, a saber: ordenación o regla y mandato. Porque no ordena simplemente o dirige, como quien sólo muestra el camino, sino que dirigiendo manda y mandando dirige.

Por el primer concepto se arguye: La ley es la regla de la equidad y de la iniquidad, la medida del obrar; así a la letra en la 1. nat. digest. de legib., donde se llama a la ley regla de los buenos y de los malos; ahora bien, la regla y medida de nuestras acciones es la razón de ellas. Pues la regla de las acciones es la que las dirige al fin, lo cual es oficio de la razón ilustrada: a este fin conduce a la voluntad, que es potencia ciega; luego es propio de la razón poner la ley. Además, como en las cosas naturales lo que es primero es medida de lo demás, como la unidad en los números, y el movimiento del primer móvil respecto de los movimientos inferiores: así porque el fin (según dice el Filósofo, 2 Phys.) es el principio de las acciones humanas, resulta que la acción de la razón, que ordena los medios al fin, es la medida, y por eso la ley.

* * *


PLATON
Del segundo concepto se arguye de nuevo así: El oficio de la ley es mandar y prohibir, según dice en la ley legis virtus (digest. de legib. et senat. consult.), y lo muestra la misma forma de la ley: «Honra a un solo Dios. No jures en vano por él», aunque esto es clarísimo y recibido por todos, de modo que por esta razón llamamos a las leyes preceptos y mandamientos; sin embargo, el mandar es propio de la razón: luego la ley es hechura de la razón, y por consiguiente radica en el entendimiento. La menor de este silogismo, a saber: el mandar es acto del entendimiento por medio de la prudencia,

enséñalo Santo Tomás, 1. a 2 , ae , quaest. 17, art. 1, y qua est. 57, art. 6. Es mucha ligereza impugna esta opinión como de Santo Tomás; porque ¿quién no ve que no es invención suya, sino llanísima y generalísima doctrina? (Aristol. 6. Ethicorum cap. 10). Pues, distingue tres virtudes del entendimiento práctico: a saber, la embolia, que es la cualidad de consultar acertadamente, esto es, de indagar los medios acomodados al fin (del fin no hay indagación, porque todos, naturalmente, buscan su felicidad); la sinesis, que los latinos llaman sagacidad, que es la cualidad de juzgar rectamente.

Porque hay quienes tienen agudo ingenio para buscar los medios, pero no tienen juicio bastante para, una vez hallados, escoger el mejor. Y además se requiere el último acto de la prudencia, que es el mandato, en lo cual se diferencia la razón práctica de la especulativa. Porque ésta, ya que no se ordena a obrar, tiene solos dos actos, que son discurrir y juzgar; pero la práctica además necesita el mandato, al cual se ordenan los dos actos precedentes. Y por esto Aristóteles dice que éste es el último y perfectísimo entre todos, y por el cual la prudencia se llama virtud. Ni esta opinión es sólo de Aristóteles, sino de todos los filósofos que le precedieron y le han seguido. Y además la misma naturaleza de las cosas y la costumbre de los hombres, claramente nos enseña esta verdad. Es claro que el mandar es hablar: a saber, haz, no hagas: hablar es acto del entendimiento, puesto que los conceptos de misma naturaleza de las cosas y la costumbre de los hombres, claramente nos enseña esta verdad. Pues cuando Dios manda a los ángeles o alguno de éstos a otro, ciertamente no lo hace con el lenguaje de la voluntad, sino del entendimiento. De igual manera, si entre nuestras potencias internas hay algún mandato (lo que no se puede negar), pertenece al entendimiento, no a la voluntad.

Confirmase este raciocinio. Cuando alguien con la mente ruega a Dios: Hágase tu voluntad, el pan nuestro de cada día dánosle hoy, es claro que habla con el entendimiento, no con la voluntad: luego si alguna potencia manda a otras, aquélla es ciertamente el entendimiento con parecidas palabras.

* * *

Tercero. Sácase de la costumbre entre los hombres que la ley es obra no de la voluntad, sino del entendimiento.

El querer y no querer, que son actos sólo de la voluntad, no llevan consigo ningún mandato. Porque, aunque yo sepa de cierto que mi prelado quiere de veras que yo predique o haga cualquiera otra cosa, no estoy obligado a obedecer hasta que de viva voz me lo mande; y las locuciones son signos de los conceptos.

Y de aquí se saca la analogía o relación con nuestras obras internas. Porque aunque uno después del juicio de la razón elija una obra buena, experimentamos, sin embargo, que, aun después de la tal elección, son los hombres insensatos y perezosos para acometer la dicha los cuales, o por la pereza en mandar la prudencia, tardan mucho en comenzarlo.

 

lunes, 24 de abril de 2017

TRATADO DE LOS ANGELES: SANTO TOMAS DE AQUINO



TERMINA CUESTIÓN 57

Así también las cosas de Dios nadie las conoce sino el Espíritu de Dios.
Pero los ángeles tienen otra clase de conocimiento: el que los hace bienaventurados y par el cual ven el Verbo y las cosas en el Verbo, y por esta visión conocen los misterios de la gracia, aunque no todos los misterios ni todos los ángeles por igual, sino en la medida en que Dios haya querido revelárselos, conforme a las palabras del Apóstol: Dios nos-lo ha recetado por su Espíritu,. Pero siempre de modo que los ángeles superiores, que contemplan con mayor penetración la sabiduría divisa, conocen en la visión de Dios mayor número y más elevados misterios que después manifiestan a los inferiores cuando las iluminan. Y entre los mismos misterios hay algunos que 'los ángeles conocieron desde el principio y otros que les fueron enseñadas más adelante, conforme lo iban exigiendo sus ministerios [70].

Entiéndese aquí por misterios de la gracia, no la esencia divina y vida íntima de Dios, de la que ya se ha dicho que excede el conocimiento natural dé todo entendimiento creado y creable (1." p., q. 12 Y 33), sino aquellas cosas sobrenaturales que trascienden todo orden natural, no ya en cuanto al modo de producirse, sino en cuanto a su misma entidad y esencia, y son obradas por Dios gratuitamente, dependiendo de su libre y soberana voluntad, pero ordenadas a la salvación del hombre, como la encarnación del Verbo, la infusión de la gracia y justificación, los efectos de los sacramentos, la presencia real de. Cristo en la Eucaristía, la visión beatífica, etc.
Por la distinción entre las clases dé conocimiento angélico que hace Santo Tomás y la naturaleza misma de estos misterios, queda patente que los ángeles no pueden conocer naturalmente los misterios de la gracia en sí. Si no pueden conocer naturalmente lo que depende de la libre voluntad del hombre, mucho menos podrán lo que depende de la libérrima voluntad de Dios.
Sobrenaturalmente pudieron conocerlos de dos maneras: por la fe, que les fue infundida con la gracia al ser creados (1." p., q. 62; 2-2, q. 5, a. 1); y por la visión beatífica los buenos al recibir la gloria, viendo en este estado de bienaventuranza más o menos misterios y más o menos clara, mente según el grado de gloria que poseen o según que Dios quiere revelárselos para el desempeño de los ministerios que les encomienda.

QUESTIO LVIII: DEL MODO DE CONOCER DE LOS ANGELES
INTRODUCCION.

Después de haber estudiado la naturaleza de la potencia cognoscitiva de los ángeles (q. 54), el medio del conocimiento angélico (q. 55) Y el objeto del mismo, tanto por parte de las cosas inmateriales (q. 56) como materiales. (q. 57), pasa ahora Santo Tomás a estudiar en esta cuestión 58 el modo como se lleva a cabo en los ángeles el acto de entender.

I.-RAZON DE SER DE LA CUESTION y ORDEN Y CONEXION DE LOS ARTICULOS

El modo del conocimiento sigue necesariamente a la naturaleza y esencia del que conoce. Siendo, pues, los ángeles criaturas intelectuales, tienen conocimiento intelectivo; y siendo superiores a la humana naturaleza, conocen de un modo más perfecto.     '
Mas ¿hasta dónde Se extiende esta mayor perfección del conocimiento angélico? He aquí toda la razón de ser de esta última cuestión consagrada a determinarlo, sin la cual quedaría incompleto el tratado.
A falta de datos revelados sobre este punto complementario de la génesis del conocimiento angélico, vuelve a aflorar aquí, ubérrimo en consecuencias lógicas, el principio básico de la perfecta inmaterialidad de la naturaleza angélica, así como la posición intermedia que los ángeles ocupan en el orden intelectivo en la armónica escala de los seres del universo y es digno de hacerse resaltar una vez más y tenerse en cuenta el paralelismo relativo, ya anteriormente notado, entre el proceso del conocimiento cognoscitivo en los ángeles y el mismo en Dios y en el hombre.
Diríase que, realmente, Santo, Tomás en el planteamiento, desarrollo y solución de los problemas de esta cuestión ha, tenido presente de manera especial el modo de realizarse nuestro conocimiento.   
Cuando la revelación divina calla, no nos es dado saber en esta vida cuál sea en sí el modo propio del conocimiento de las ángeles, si no es relacionando con lo que la misma revelación y razón natural nos enseñan sobre la naturaleza de los mismos. Y, como nos sucede siempre que se trata de conocer las cosas en sí simples y perfectas, que no caen directamente bajo nuestros sentidos, por vía de negación y quitando del modo del conocimiento humano lo que en él hay de imperfección, atribuimos a las ángeles una forma de entender más perfecta, siempre bajo el modo perfectísimo y simplicísimo del conocimiento de Dios.
Así vemos que nuestro entendimiento, que tiene el ínfimo grado en la escala de los seres intelectivos, sólo llega gradualmente y como por pasos contados, por diversas operaciones, al conocimiento de la verdad, consiguiéndola gota a gota, y aun esto, según ya dijo Santo Tomás, lo logran pocos, tras de mucho tiempo y con mezcla dé muchos errores" (l. p., q. 1, a. 1)      
Es preciso, pues, para el pleno conocimiento de la operación intelectiva de los ángeles; averiguar ahora si éstos, siguen el mismo proceso que el hombre y tienen el mismo modo de conocer cuántos objetos están dentro del ámbito del orden       inteligíble.
Lo primera que observamos en nosotros es que originariamente estamos en estado de pura potencialidad para conocer, y nuestro entendimiento es, en frase del Estagirita, repetida por el Angélico Maestro, "como una lápida en blanco en la que nada hay escrito" (ARISTÓTELES, De anima, lib. III, cap. 4: 429, a, 13-18; SANTO TOMÁS, lect. 7, n. 675; l., p., q 79, a. 2; De veritate, q. 8, a. 9).
Además,  en nosotros experimentamos la alternativa de acto y potencia en el entender. Por eso lo primero que aquí debe considerarse, tratando del conocimiento angélico, es en general, cómo se hallan los ángeles en cuanto a, la actuación de la potencia según los distintos objetos (a. 1)  
Después se estudia en especial el modo del conocimiento angélico en sí mismo (aa. 2-7); considerando el proceso del acto según se da en el hombre (aa. 2-5) y el término Para el estudio del proceso se consideran las tres operaciones del entendimiento humano: simple intuición (a. 2), raciocinio (a. 3) Y juicio (a. 4), posponiéndose el estudio de éste al de, aquél, porque, aun excluido el raciocinio, podría parecer posible el conocimiento a modo de juicio por composición y división, o sea afirmando y negando, a continuación se estudia la adecuación entre el entendimiento angélico y las cosas conocidas, es decir, la certeza  en la consecución de la verdad (a. 5).

En cuanto al término en que, conseguida la verdad, descansa el entendimiento, engendrándose en nosotros la ciencia, teniendo en cuenta que el conocimiento puede ser natural y sobrenatural, para el estudio de ella en los ángeles y acomodándose a la nomenclatura introducida por San Agustín, estudia Santo Tomás en los dos artículos restantes si en general el conocimiento del ángel puede llamarse matutino y vespertino (a. 6), y ya más en especial investiga en el último artículo la razón formal de tal distinción, determinando si son uno mismo o son diversos conocimientos (a. 7).