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martes, 28 de junio de 2022

Impressionante testemunho de uma alma condenada, sobre o que a levou ao Inferno. (último artigo de 3)

 


Nesse ínterim, eu tinha feito minha própria religião. Gostei da opinião geral no escritório de que após a morte a alma retornaria a este mundo em outro ser, reencarnando sucessivamente, sem nunca chegar ao fim.

Com isso, o problema angustiante da vida após a morte foi resolvido. Imaginei tê-lo tornado inofensivo. ¿Por que você não me lembrou a parábola do rico Espreitador e do pobre Lázaro, em que o narrador, Cristo, ¿enviou um ao inferno e o outro ao céu após a morte? ¿Mas o que você teria conseguido? Não muito mais do que você conseguiu com todos os seus outros discursos piedosos. Pouco a pouco me fiz um deus: com atributos suficientes para ser chamado assim. Longe o suficiente de mim para que ele não me forçasse a fazer sexo com ele. Confuso o suficiente, para poder transformá-lo ao meu capricho. Dessa forma, sem mudar de religião, poderia imaginá-lo como o deus panteísta do mundo ou pensá-lo, poeticamente, como um deus solitário.

Este "deus" não tinha o céu para me recompensar, e nenhum inferno para me assustar. Eu o deixei sozinho. Este foi o meu culto de adoração. É fácil acreditar no que agrada. Ao longo dos anos, eu estava bastante convencido de minha religião. Você viveu bem assim, sem aborrecimentos. Só uma coisa poderia ter quebrado minha suficiência: dor profunda e prolongada. Mas esse sofrimento não veio. Você agora entende o significado de "Deus castiga aqueles que ama"? Durante um domingo de julho, a Associação Juvenil organizou uma caminhada A. Gostei das excursões, mas não dos discursos insípidos e outras coisas piedosas. Outra imagem, muito diferente da de Nossa Senhora das Graças de A., esteve recentemente no altar do meu coração. Era o distinto Max, do armazém ao lado. Já tivemos uma conversa divertida várias vezes. Naquele domingo ele me convidou para um passeio. O outro, aquele com quem ele costumava sair, estava doente no hospital.

Ele tinha percebido que ela olhava muito para ele. Mas ainda não pensei em me casar. Sua situação financeira era muito boa, mas ela também era muito legal com todas as outras garotas. Naquela época eu queria um homem que me pertencesse exclusivamente, como a única mulher. Sempre mantive uma certa educação natural. (É verdade. Apesar de sua indiferença religiosa, Ani tinha algo de nobre em sua pessoa. Me intriga que pessoas "honestas" também possam cair no inferno, se forem desonestas ao fugir do encontro com Deus).

Naquele passeio, Max me regou com bondade. Nossas conversas, é claro, não eram sobre a vida dos santos, como a sua. No dia seguinte, no escritório, você me repreendeu por não ter ido ao passeio da Associação. Quando lhe contei sobre minha diversão no domingo, sua primeira pergunta foi: "Você ouviu a missa?" Boba! ¿Como poderíamos ir à missa se saímos às 6 da manhã? Lembro-me que, muito emocionado, lhe disse: "O bom Deus não é tão mesquinho quanto os padres". Agora devo confessar que Deus, apesar de sua infinita bondade, considera tudo mais a sério do que todos os sacerdotes juntos. Depois desse primeiro passeio com Max, só fui mais uma vez à Associação, nas festas de Natal. Algumas coisas me atraíram. Mas por dentro, eu já tinha me separado de todos vocês.

As danças, os filmes, as caminhadas continuaram. Às vezes brincávamos com Max, mas eu sabia como segurá-lo. Eu odiava tanto minha rival que, ao sair do hospital, ela ficou furiosa. Na verdade, isso funcionou a meu favor. A calma distinta que demonstrei causou uma grande impressão em Max, que estava definitivamente a meu favor. Eu consegui encontrar uma maneira de denegri-la. Expressei-me com calma: por fora, realidades objetivas, por dentro, vomitando fel. Esses sentimentos e atitudes levam rapidamente ao inferno. São diabólicos, no sentido estrito do termo. ¿Por que estou lhe contando tudo isso? Para te explicar que foi assim que me separei definitivamente de Deus. Na verdade, Max e eu não costumamos chegar ao extremo da familiaridade. Percebi que me abaixaria em seus olhos se lhe desse toda a liberdade antes de seu tempo. É por isso que eu sabia como me controlar. Sério, Eu estava sempre pronto para qualquer coisa que considerasse útil. Ele tinha que conquistar Max. Para isso, nenhum preço era muito alto.

Crescemos nos amando pouco a pouco, porque ambos tínhamos qualidades valiosas que podíamos apreciar um ao outro. Eu era habilidoso, eficiente, agradável de lidar. Segurei Max com firmeza e consegui, pelo menos nos últimos meses antes do casamento, ser a única a possuí-lo. Foi nisso que consistiu minha apostasia, em fazer de uma criatura meu deus. Em nada mais a apostasia pode ser mais plenamente realizada do que no amor por uma pessoa do sexo oposto, quando esse amor é afogado na matéria. Este é o seu encanto, a sua picada e o seu veneno. A "adoração" que eu tinha por Max tornou-se minha religião. Naquela época, no ofício, ataquei virulentamente os padres, os fiéis, as indulgências, os rosários e outras estupidezes.

Você tentou defender com uma certa inteligência tudo o que eu ataquei, embora talvez sem suspeitar que na realidade o problema não estava nessas coisas. O que eu estava procurando era um ponto de apoio. Eu ainda precisava disso para justificar racionalmente minha apostasia. Ela estava em revolta contra Deus. Você não percebeu Você pensou que ela ainda era católica. Por outro lado, eu queria ser chamado assim; ele até pagou a contribuição para o culto. Porque um certo "resseguro" nunca é demais. É possível que suas respostas às vezes atinjam a marca. Mas não me alcançaram, porque não lhe dei razão. Como resultado dessas relações em bases falsas, a dor da nossa separação, por ocasião do meu casamento, foi pequena.

Antes de me casar, fui à Confissão e Comunhão mais uma vez. Era uma formalidade. Meu marido pensou o mesmo. ¿Se era uma formalidade, por que não cumpri-la? Você diz que tal comunhão é "indigna". Pois bem, depois daquela comunhão "indigna", consegui uma certa calma na minha consciência. Essa comunhão foi a última. Nossa vida conjugal transcorreu, em geral, em harmonia. Em quase todos os pontos tínhamos a mesma opinião. Também nisso: não queríamos carregar crianças. Na verdade, meu marido queria ter um, apenas um, claro. Eu finalmente consegui que ele desistisse desse desejo. O que eu mais gostava eram vestidos, móveis luxuosos, encontros mundanos, passeios de carro e outras distrações. Foi um ano de prazer que se interpôs entre meu casamento e minha morte súbita.

Todos os domingos íamos dar uma volta de carro ou visitar os parentes do meu marido. Eu tinha vergonha da minha mãe. Esses parentes se destacaram na vida social, assim como nós. Mas por dentro, no entanto, eu nunca fui feliz. Havia algo indeterminado que me atormentava. Meu desejo era que, quando a morte chegasse - o que sem dúvida ainda levaria muito tempo - tudo acabasse. Aconteceu exatamente como eu tinha ouvido quando criança, durante uma palestra: Deus recompensa neste mundo toda boa ação que é feita. Se ele não pode recompensá-la na vida após a morte, ele o faz na terra. Inesperadamente, recebi uma herança da tia Lote. Meu marido teve a sorte de ver sua renda aumentar significativamente. Assim, consegui instalar, confortavelmente, uma casa nova.

Minha religião estava morrendo, como um resplendor em um céu distante. Os bares, hotéis e restaurantes da cidade pelos quais passamos em nossas viagens não nos aproximaram de Deus. Todos que os frequentavam viviam como nós: de fora para dentro, não de dentro para fora. Se durante as viagens de férias visitávamos uma famosa catedral, tentávamos nos divertir com o valor artístico de suas obras-primas. Os sentimentos religiosos que irradiavam - especialmente as igrejas medievais - eu os neutralizei criticando as circunstâncias incidentais de um irmão leigo que nos guiava, criticava sua negligência na limpeza, criticava o comércio dos piedosos monges que fabricavam e vendiam bebidas alcoólicas, criticava o eterno toque de sinos chamando os ofícios sagrados, dizendo que o único propósito era ganhar dinheiro...

Foi assim que consegui deixar a graça de lado, toda vez que ela me ligou. Eu especialmente descontei meu mau humor diante de algumas pinturas da Idade Média que retratam o Inferno em livros, cemitérios e outros lugares. Ali o demônio assava as almas em fogo vermelho ou amarelo, enquanto seus companheiros, com longas filas, lhe traziam mais vítimas. ¡Clara, o inferno pode ser desenhado, ¡mas nunca exagerado! Eu sempre zombei do fogo do inferno. Lembre-se de uma conversa em que coloquei um fósforo aceso debaixo do seu nariz, perguntando: "É assim que cheira?"

Você imediatamente extinguiu a chama. Ninguém aqui pode fazer isso. Digo-vos mais: o fogo de que fala a Bíblia não é o tormento da consciência. Fogo é fogo! Deve ser interpretado literalmente quando Ele disse: "Afaste-se de mim, maldito, vá para o fogo eterno". Ao pé da letra! ¿E como um espírito pode ser tocado pelo fogo material? ¿você vai perguntar E como sua alma pode sofrer, na terra, ¿se você colocar o dedo em uma chama? Sua alma também não queima, enquanto a dor é sofrida por todo o indivíduo. Da mesma forma, estamos aqui espiritualmente aprisionados no fogo do nosso ser e das nossas faculdades. A nossa alma carece da agilidade que lhe seria natural; não podemos pensar ou querer o que gostaríamos.

Não se surpreenda com minhas palavras. É um mistério contrário às leis da natureza material: o fogo do inferno queima sem consumir. Nosso maior tormento é saber que nunca veremos Deus. ¿Como isso pode nos atormentar tanto, se na terra éramos indiferentes? Enquanto a faca estiver na mesa, você não ficará impressionado. Você vê o limite, mas não o sente. Mas se a faca entrar em sua carne, você gritará de dor. Agora, sentimos a perda de Deus. Antes, só pensávamos nela.

Nem todas as almas sofrem o mesmo. Quanto maior a maldade, mais frívola e determinada, quanto mais pesa a perda de Deus o condenado, mais a criatura de que abusou o sufoca. Os católicos que se condenam sofrem mais do que os de outras religiões, porque geralmente receberam e desperdiçaram mais luz e maiores graças. Aqueles que tinham mais conhecimento sofrem mais duramente do que aqueles que tinham menos. Aquele que pecou por maldade sofre mais do que aquele que caiu por fraqueza. Mas nenhum sofre mais do que merecia. Ah, se isso não fosse verdade, ¡eu teria um motivo para odiar!

Um dia você me disse: ninguém vai para o inferno sem saber. Isso teria sido revelado a um santo. Eu ri, enquanto me entrincheirava nessa reflexão: "sendo assim, sempre terei tempo suficiente para voltar". Esta revelação é exata. Antes da minha morte súbita, é verdade, eu não conhecia o inferno como ele é. Nenhum ser humano sabe disso. Mas ela estava perfeitamente ciente de algo: "Se você morrer, ela me disse, você entrará na eternidade como uma flecha, diretamente contra Deus; você terá que arcar com as consequências". Como te disse, não voltei. Perseverei na mesma direção, arrastada pelo hábito, com que os homens agem à medida que envelhecem.

Minha morte aconteceu assim: Há uma semana - digo de acordo com seus relatos, porque se eu calculasse pela minha dor, poderia estar queimando no inferno por dez anos - meu marido e eu fizemos outra excursão de domingo, que foi a última para o meu. O dia estava radiante de sol. Eu me senti muito bem, como poucas vezes. No entanto, um sentimento sinistro passou por mim. Inesperadamente, na viagem de volta, meu marido e eu ficamos cegos pelos faróis de um carro que se aproximava em alta velocidade. Max perdeu o controle do veículo. Jesus! Escapou de meus lábios, não como uma oração, mas como um grito. Senti uma dor esmagadora: comparada ao tormento atual, um pouco. Então eu perdi a consciência.

¡Que estranho! Naquela mesma manhã, sem explicação, esse pensamento surgiu em minha mente. "Por uma vez, você poderia ir à missa." Era como um apelo. Um "não!" claro e decidido cortar o curso da idéia. "Com essas coisas eu tenho que acabar definitivamente." Ou seja, eu assumi todas as consequências. Agora eu os carrego.

O que aconteceu depois da minha morte, você sabe. O destino de meu marido, minha mãe, o que aconteceu com meu corpo, meu enterro, eu sei por uma intuição natural que todos nós aqui temos. Do resto do que acontece no mundo temos um conhecimento confuso. Sabemos o que nos preocupa. Assim vejo o lugar onde você mora. Acordei inesperadamente no momento da minha morte. Encontrei-me inundado com uma luz deslumbrante. Era o mesmo lugar onde meu corpo havia caído. Aconteceu como no teatro, quando as luzes se apagam na sala, a cortina sobe e aparece uma cena tragicamente iluminada. A cena da minha vida. Como em um espelho, minha alma se mostrou. Vi as graças desprezadas e pisoteadas, desde a minha juventude até o último “não” diante de Deus.

Eu me senti como um assassino, sendo levado ao tribunal para ver a vítima sem vida. arrepender-se? Nunca! me envergonha? Nunca! Enquanto isso, ele não podia permanecer sob o olhar de Deus, a quem ele rejeitou. Ele só tinha uma saída: escapar. Assim como Caim fugiu do cadáver de Abel, minha alma se projetou para longe dessa visão de horror.

 Este foi o julgamento particular.

O juiz invisível falou: "Afaste-se de mim". Imediatamente minha alma, como uma sombra amarela de enxofre, mergulhou no lugar do tormento eterno.

Epílogo de Clara:

 Assim terminou a carta de Anita sobre o Inferno. As últimas palavras eram quase ilegíveis, tão tortas eram as letras. Quando terminei de ler a última linha, a carta se transformou em cinzas. ¿O que eu ouço? Em meio aos termos ásperos das palavras que ela imaginou ter lido, ressoou o doce badalar de um sino. Acordei imediatamente. Eu estava deitada no meu quarto. A luz da manhã entrava pela janela. Os sinos das Ave Marias vinham da igreja paroquial. Tudo tinha sido um sonho?

Eu nunca havia sentido tanto conforto no Angelus antes como depois daquele sonho. Lentamente, eu estava fazendo as orações. Então compreendi: a bendita Mãe do Senhor quer defendê-lo. Adore Maria filialmente, se você não quer ter o destino que ela lhe disse - mesmo que seja em sonhos - uma alma que nunca verá Deus. Ainda tremendo da visão noturna, levantei-me, vesti-me às pressas e fugi para a capela da casa. Meu coração batia violentamente. Os convidados mais próximos me olharam com preocupação. Talvez eles pensassem que ela estava agitada por ter descido as escadas correndo.

Uma gentil senhora de Budapeste, uma alma abnegada, pequena como uma criança, míope, ainda fervorosa no serviço de Deus, de grande discernimento espiritual, disse-me no jardim à tarde: "Senhorita, Nosso Senhor não quer ser servido com entusiasmo". Mas ela podia ver que outra coisa tinha me excitado e ainda me preocupava. Acrescentou, gentilmente: "Nada te perturba - sabes o aviso de Santa Teresa - nada te assusta. Tudo passa. Quem tem Deus, nada lhe falta. Só Deus basta". Ao sussurrar isso, sem assumir um ar magistral, parecia ler minha alma.

"Só Deus basta". Sim, Ele me bastará, neste mundo ou no próximo. Eu quero possuí-lo lá um dia, não importa quantos sacrifícios eu tenha que fazer aqui para vencer. Não quero cair no inferno.

Conclusão:

Talvez não como objeção, mas uma pergunta não pode ser evitada: como Clara poderia ter lembrado com tanta precisão todas as palavras da carta da condenada? Nós respondemos: quem faz mais, pode fazer menos. Quem começa uma obra também pode terminá-la. Se a manifestação do além-túmulo é um evento sobrenatural, Clara também deve ter tido assistência sobrenatural para escrever com precisão todas as palavras lidas durante a visão.

A eternidade das dores do inferno é um dogma. Certamente o mais assustador de todos. Tem seu fundamento nas Sagradas Escrituras.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos dá um exemplo da conveniência de ilustrar este dogma com um caso particular na parábola do rico Epulão e do pobre Lázaro. Há uma descrição do inferno e do perigo de cair nele. Não há outra intenção deste trabalho. O conselho a seguir também expressa nosso propósito: "Vamos para o inferno enquanto estamos vivos, para não cairmos lá depois da morte".

 

 

Impressive testimony of a condemned soul, about what took her to Hell. (last article of 3)

 



In this interim, I had made my own religion. I liked the general opinion in the office that after death the soul would return to this world in another being, reincarnating successively, without ever reaching the end.

With this, the distressing problem of the afterlife was solved. I imagined having rendered him harmless. Why didn't you remind me of the parable of the rich Lurker and poor Lazarus, in which the narrator, Christ, sent one to Hell and the other to Heaven after death? But what would you have gotten? Not much more than you got with all your other pious speeches. Little by little I made myself a god: with enough attributes to be called that. Far enough away from me that he wouldn't force me to have sex with him. Confusing enough, as to be able to transform it at my whim. In this way, without changing my religion, I could imagine him as the pantheistic god of the world or think of him, poetically, as a solitary god.

This "god" had no Heaven to reward me, and no Hell to scare me. I left him alone. This was my worship service. It is easy to believe in what pleases. Over the years, I was quite persuaded of my religion. You lived well like that, without any hassles. Only one thing could have broken my sufficiency: deep and prolonged pain. But this suffering did not come. ¿Do you now understand the meaning of “God punishes those he loves”? During a Sunday in July, the Youth Association organized an A walk. I liked the excursions, but not the insipid speeches and other pious things. Another image, very different from that of Our Lady of Graces by A., had recently been on the altar of my heart. It was the distinguished Max, from the warehouse next door. We had already had an entertaining conversation several times. Just that Sunday he invited me for a walk. The other, the one he used to go out with, was sick in the hospital.

 He had realized that she looked at him a lot. But I didn't think about getting married yet. His financial position was very good, but he was also too kind to all the other girls. Back then I wanted a man who belonged to me exclusively, as the only woman. He always kept a certain natural education. (That's true. Despite her religious indifference, Ani had something noble in her person. It baffles me that even "honest" people can fall into hell, if they are dishonest in fleeing from the encounter with God.)

On that ride, Max showered me with kindness. Our conversations, it is clear, were not about the lives of the saints, like yours. The next day, at the office, you reprimanded me for not going to the Association walk. When I told you about my fun on Sunday, your first question was: "Did you hear Mass?" Silly! How could we go to Mass if we leave at 6 in the morning? I remember that, very excited, I told you: "The good Lord is not as petty as the priests are." Now I must confess that God, despite his infinite goodness, takes everything more seriously than all the priests put together. After this first walk with Max, I only went to the Association once more, at Christmas parties. Some things attracted me. But inside, I had already separated from all of you.

The dances, the movies, the walks continued. Sometimes we would fight with Max, but I knew how to hold him back. I hated my rival so much that, upon leaving the hospital, she was furious. Actually, that worked in my favor. The distinguished calm that I displayed made such an impression on Max that he definitely leaned towards me. I managed to find a way to denigrate her. He calmly expressed himself to me: on the outside, objective realities, on the inside, vomiting gall. These feelings and attitudes quickly lead to hell. They are diabolical, in the strict sense of the term. Why am I telling you all this? To explain to you that this is how I definitively separated myself from God. Actually, Max and I don't often go to the extreme of familiarity. He realized that he would lower me in his eyes if I granted him all the freedom before his time. That's why I knew how to control myself. Really, I was always ready for anything I considered useful. He had to conquer Max. For that, no price was too high.

 We grew to love each other little by little, because we both had valuable qualities that we could appreciate each other. I was skilled, efficient, pleasant to deal with. I held Max firmly and managed, at least for the last few months before the wedding, to be the only one to possess him. That is what my apostasy consisted of, in making my god out of a creature. In nothing else can apostasy be more fully realized than in love for a person of the opposite sex, when that love is drowned in matter. This is his charm, his sting and his poison. The "adoration" I had for Max became my religion. At that time, in the office, I attacked virulently against the priests, the faithful, the indulgences, the rosaries and other stupidities.

 You tried to defend with a certain intelligence everything that I attacked, although perhaps without suspecting that in reality the problem did not lie in those things. What I was looking for was a foothold. I still needed it to rationally justify my apostasy. She was in revolt against God. You didn't realize You thought she was still Catholic. On the other hand, I wanted to be called that; he even paid the contribution for the cult. Because a certain "reinsurance" never hurts. It is possible that your answers sometimes hit the mark. But they didn't reach me, because I didn't give you reason. As a result of these relations on false bases, the pain of our separation, on the occasion of my marriage, was small.

Before I got married, I went to Confession and Communion one more time. It was a formality. My husband thought the same. If it was a formality, why not comply with it? You say that such a communion is "unworthy." Well, after that "unworthy" communion, I achieved a certain calm in my conscience. That communion was the last. Our married life passed, in general, in harmony. On almost every point we had the same opinion. Also in this: we did not want to carry children. Actually, my husband wanted to have one, just one of course. I finally got him to give up that wish. What I liked best were dresses, luxurious furniture, worldly gatherings, car rides, and other distractions. It was a year of pleasure that intervened between my marriage and my sudden death.

Every Sunday we would go for a drive or visit my husband's relatives. He made me ashamed of my mother. Those relatives excelled in social life, just like us. But inside, however, I was never happy. There was something indeterminate that gnawed at me. My wish was that, when death arrived - which would undoubtedly take a long time yet - everything would end. It happened just as I had heard it as a child, during a talk: God rewards in this world every good deed that is done. If he cannot reward her in the afterlife, he does so on earth. Unexpectedly, I received an inheritance from Aunt Lote. My husband was lucky to see his income increase remarkably. So I was able to install, comfortably, a new house.

My religion was dying, like an afterglow in a distant sky. The city bars, hotels, and restaurants we passed on our travels did not bring us closer to God. Everyone who frequented them lived like us: from the outside in, not from the inside out. If during vacation trips we visited a famous cathedral, we tried to amuse ourselves with the artistic value of its masterpieces. The religious feelings that radiated - especially the medieval churches - I neutralized them by criticizing incidental circumstances of a lay brother who guided us, criticized his negligence in cleanliness, criticized the trade of the pious monks who manufactured and sold liquor, criticized the eternal ringing of bells calling the sacred trades, saying that the only purpose was to earn money...

That was how I managed to push grace aside, every time she called me. I especially took out my bad mood in front of some paintings from the Middle Ages depicting Hell in books, cemeteries and other places. There the demon roasted the souls over red or yellow fire, while his companions, with long tails, bring him more victims. ¡Clara, hell can be drawn, ¡but never exaggerated! I always made fun of hellfire. Remember a conversation during which I put a lighted match under your nose, asking you, "Is this what it smells like?"

 You immediately extinguished the flame. Nobody here can do it. I tell you more: the fire that the Bible speaks of is not the torment of conscience. Fire is fire! It must be interpreted literally when He said: "Depart from me, you cursed, go to the eternal fire". The verbatim! And how can a spirit be touched by material fire? ¿you will ask And how can your soul suffer, on earth, ¿if you put your finger on a flame? Your soul doesn't burn either, meanwhile the pain is suffered by the whole individual. In the same way, we are here spiritually imprisoned in the fire of our being and our faculties. Our soul lacks the agility that would be natural to it; we cannot think or want what we would want.

 Don't be surprised at my words. It is a mystery contrary to the laws of material nature: the fire of hell burns without consuming. Our greatest torment is knowing that we will never see God. How can this torment us so much, if on earth we were indifferent? As long as the knife is on the table, you are not impressed. You see the edge, but you don't feel it. But if the knife enters your flesh, you will scream in pain. Now, we feel the loss of God. Before, we only thought about her.

 Not all souls suffer the same. The greater the wickedness, the more frivolous and determined, the more the loss of God weighs the condemned man, the more the creature he abused suffocates him. Catholics who condemn themselves suffer more than those of other religions, because they generally received and wasted more light and greater graces. Those who had more knowledge suffer more harshly than those who had less. He who sinned through wickedness suffers more than he who fell through weakness. But neither suffers more than he deserved. ¡Oh, if this wasn’t true, ¡he would have a reason to hate!

One day you told me: no one goes to hell without knowing it. That would have been revealed to a saint. I laughed, while she entrenched me in this reflection: "Being like this, I will always have enough time to go back." This revelation is accurate. Before my sudden death, it is true, I did not know hell as it is. No human being knows it. But she was perfectly aware of something: "If you die, she told me, you will enter eternity like an arrow, directly against God; you will have to bear the consequences." Like I told you, I didn't go back. I persevered in the same direction, dragged by habit, with which men act the older they get.

My death happened like this: A week ago - I say according to your accounts, because if I calculated by my pain, I could have been burning in hell for ten years - my husband and I went on another Sunday excursion, which was the last for my. The day was radiant with sunshine. I felt very good, like few times. However, a sinister feeling passed through me. Unexpectedly, on the return trip, my husband and I were blinded by the headlights of an oncoming car at high speed. Max lost control of the vehicle. Jesus! He escaped from my lips, not as a prayer but as a cry. I felt crushing pain: compared to the current torment, a trifle. Then I lost consciousness.

How weird! That very morning, without explanation, this thought had arisen in my mind. "For once, you could go to Mass." It was like a plea. ¡A “don’t!" clear and decided cut the course of the idea. "With those things I have to end definitely." That is, I assumed all the consequences. Now I bear them.

What happened after my death you know. The fate of my husband, my mother, what happened to my body, my burial, I know from a natural intuition that all of us here have. Of the rest of what happens in the world we have a confused knowledge. We know what concerns us. This way I see the place where you live. I woke up unexpectedly at the moment of my death. I found myself flooded with a dazzling light. It was the same place where my body had fallen. It happened like in the theater, when the lights go out in the room, the curtain goes up and a tragically illuminated scene appears. The scene of my life. As in a mirror, my soul showed itself. I saw the graces despised and trampled, from my youth to the last "no" before God.

I felt like a murderer, being brought to court to see the lifeless victim. repent? Never! ¿embarrass me? Never!

Meanwhile, he could not remain under the gaze of God, whom he rejected. She only had one way out: escape. As Cain fled from Abel's corpse, so my soul projected itself away from this vision of horror. This was the particular Judgment.

 The invisible judge spoke: "GET AWAY FROM ME." Immediately my soul, like a yellow shadow of sulfur, plunged to the place of eternal torment.

Clara's epilogue:

Thus ended Anita's letter about Hell. The last words were almost illegible, so crooked were the letters. When she finished reading the last line, the letter turned to ashes. What I hear? Amidst the harsh terms of the words she imagined she had read, she rang out the sweet tolling of a bell. I woke up immediately. I was lying in my room. The morning light came through the window. The chimes of the Hail Marys came from the parish church. It had all been a dream?

I had never felt so much comfort at the Angelus before as I did after that dream. Slowly, I was saying the prayers. Then I understood: the blessed Mother of the Lord wants to defend you. She venerates Mary filially, if you don't want to have the destiny that she told you - even if it was in dreams - a soul that will never see God. Still trembling from the night vision, I got up, dressed in a hurry, and fled to the house chapel. My heart was beating violently. The closest guests looked at me with concern. Perhaps they thought she was agitated from running down the stairs.

A kindly lady from Budapest, a self-sacrificing soul, small as a child, myopic, still fervent in the service of God, of great spiritual insight, said to me in the garden in the afternoon: "Miss, Our Lord does not want to be served with excitement. ". But she noticed that something else had turned me on and she still worried me. She kindly added: "Nothing disturbs you-you know Saint Teresa's advice-nothing frightens you. Everything passes. Whoever has God lacks nothing. Only God is enough." As she whispered this, without adopting a magisterial air, she seemed to be reading my soul.

"God alone is sufficient". Yes, He will suffice me, in this world or in the next. I want to possess him there one day, no matter how many sacrifices he has to make here to win. I don't want to fall into hell.

 Conclusion:

Perhaps not as an objection, but one question cannot be avoided: ¿How could Clara have remembered with such precision all the words of the condemned woman’s letter? We answer: whoever does the most, can do the least. Whoever begins a work can also finish it. If the manifestation from beyond the grave is a preternatural event, Clara must also have had preternatural assistance to accurately write all the words read during her vision.

 The eternity of the pains of hell is a dogma. Surely the scariest of all. It has its foundation in the Holy Scriptures.

Our Lord Jesus Christ gives us an example of the convenience of illustrating this dogma with a particular case in the parable of the rich Epulon and poor Lazarus. There is a description of hell and the danger of falling into it. There is no other intention of this work. The following advice also expresses our purpose: "Let us go to hell while we are alive, so as not to fall there after death."

 

 

domingo, 26 de junio de 2022

Testimonio impresionante de un alma condenada, acerca de lo que la llevó al Infierno. (artículo ultimo de 3)


 

En este ínterin, me había fabricado mi propia religión. Me gustó la opinión generalizada en la oficina, de que después de la muerte el alma volvería a este mundo en otro ser, reencarnándose sucesivamente, sin llegar nunca al fin.

Con esto, estaba resuelto el angustiante problema del más allá. Imaginé haberlo hecho inofensivo. ¿Por qué no me recordaste la parábola del rico Epulón y del pobre Lázaro, en la que el narrador, Cristo, ¿envió después de la muerte a uno al infierno y al otro al Cielo? Pero, ¿qué habrías conseguido? No mucho más de lo que conseguiste con todos tus otros discursos beatos. Poco a poco me fui fabricando un dios: con atributos suficientes para ser llamado así. Bastante lejos de mí, como para que no me obligara a tener relaciones con él. Suficientemente confuso, como para poder transformarlo a mi antojo. De este modo, sin cambiar de religión, yo podía imaginarlo como el dios panteísta del mundo o pensarlo, poéticamente, como un dios solitario.

Este "dios" no tenía Cielo para premiarme, ni infierno para asustarme. Yo lo dejaba en paz. En esto consistía mi culto de adoración. Es fácil creer en lo que agrada. Con el transcurso de los años, estaba bastante persuadida de mi religión. Se vivía bien así, sin molestias. Sólo una cosa podría haber roto mi suficiencia: un dolor profundo y prolongado. Pero este sufrimiento no llegó. ¿Comprendes ahora el significado de "Dios castiga a aquellos que ama"? Durante un domingo de julio, la Asociación de Jóvenes organizaba un paseo de A. Me gustaban las excursiones, pero no los discursos insípidos y demás beaterías. Otra imagen, muy diferente de la de Nuestra Señora de las Gracias de A., estaba desde hacía poco en el altar de mi corazón. Era el distinguido Max, del almacén de al lado. Ya habíamos conversado entretenidos, varias veces. Justamente ese domingo me invitó a pasear. La otra, con la que acostumbraba a salir, estaba enferma en el hospital.

El había comprendido que lo miraba mucho. Pero yo no pensaba en casarme todavía. Su posición económica era muy buena, pero también demasiado amable con todas las otras jovencitas. En aquel entonces yo quería un hombre que me perteneciera exclusivamente, como única mujer. Siempre conservé una cierta educación natural. (Eso es verdad. A pesar de su indiferencia religiosa, Ani tenía algo noble en su persona. Me desconcierta que también las personas "honestas" puedan caer en el infierno, si son deshonestas al huir del encuentro con Dios).

En ese paseo, Max me colmó de amabilidades. Nuestras conversaciones, es claro, no eran sobre la vida de los santos, como las de ustedes. Al día siguiente, en la oficina, me reprendiste por no haber ido al paseo de la Asociación. Cuando te conté mi diversión del domingo, tu primera pregunta fue: "¿Escuchaste Misa?". ¡Tonta! ¿Cómo podríamos ir a Misa si salimos a las 6 de la mañana? Me acuerdo que, muy exaltada, te dije: "El buen Dios no es tan mezquino como lo son los curas". Ahora debo confesar que Dios, a pesar de su infinita bondad, considera todo con más seriedad que todos los sacerdotes juntos. Después de este primer paseo con Max, fui solamente una vez más a la Asociación, en las fiestas de Navidad. Algunas cosas me atraían. Pero en mi interior, ya me había separado de todas ustedes.

Los bailes, el cine, los paseos, continuaban. A veces peleábamos con Max, pero yo sabía cómo retenerlo. Odié mucho a mi rival que, al salir del hospital, se puso furiosa. En realidad, eso me favoreció. La calma distinguida que yo mostraba produjo una gran impresión en Max, que se inclinó definitivamente por mí. Conseguí encontrar la forma de denigrarla. Me expresaba con calma: por fuera, realidades objetivas, por dentro, vomitando hiel. Estos sentimientos y actitudes conducen rápidamente al infierno. Son diabólicos, en el sentido estricto del término. ¿Por qué te cuento todo esto? Para explicarte que así me aparté definitivamente de Dios. En realidad, Max y yo no llegamos muchas veces al extremo de la familiaridad. Me daba cuenta que me rebajaría a sus ojos si le concedía toda la libertad antes de tiempo. Por eso, supe controlarme. Realmente, yo estaba siempre dispuesta para todo lo que consideraba útil. Tenía que conquistar a Max. Para eso, ningún precio era demasiado alto.

Nos fuimos amando poco a poco, porque ambos teníamos valiosas cualidades que podíamos apreciar mutuamente. Yo era habilidosa, eficiente, de trato agradable. Retuve a Max con firmeza y conseguí, al menos durante los últimos meses antes del casamiento, ser la única que lo poseía. En eso consistió mi apostasía, en hacer mi dios con una criatura. En ninguna otra cosa puede realizarse más plenamente la apostasía como en el amor a una persona del otro sexo, cuando ese amor se ahoga en la materia. Esto es su encanto, su aguijón y su veneno. La "adoración" que tenía por Max se convirtió en mi religión. En ese tiempo, en la oficina, yo arremetía virulentamente contra los curas, los fieles, las indulgencias, los rosarios y demás estupideces.

Trataste de defender con una cierta inteligencia todo lo que yo atacada, aunque quizás sin sospechar que en realidad el problema no estaba en esas cosas. Lo que yo buscaba era un punto de apoyo. Todavía lo necesitaba para justificar racionalmente mi apostasía. Estaba sublevada contra Dios. No te dabas cuenta. Creías que todavía era católica. Por otra parte, yo quería ser llamada así; inclusive pagaba la contribución para el culto. Porque un cierto "reaseguro" nunca viene mal. Es posible que tus respuestas a veces dieran en el blanco. Pero no me alcanzaban, porque no te concedía razón. A raíz de estas relaciones sobre bases falsas, fue pequeño el dolor de nuestra separación, con motivo de mi casamiento.

Antes de casarme, me confesé y comulgué una vez más. Era una formalidad. Mi marido pensaba igual. Si era una formalidad, ¿por qué no cumplirla? Ustedes dicen que una comunión así es "indigna". Bien, después de esa comunión "indigna", logré un cierto sosiego en mi conciencia. Esa comunión fue la última. Nuestra vida conyugal transcurría, en general, en armonía. En casi todos los puntos teníamos la misma opinión. También en esto: no queríamos cargar con hijos. En realidad, mi marido quería tener uno, uno solo, naturalmente. Finalmente conseguí que él renunciara a ese deseo. Lo que más me gustaba eran los vestidos, los muebles lujosos, las reuniones mundanas, los paseos en automóvil y otras distracciones. Fue un año de placer el que medió entre mi casamiento y mi muerte repentina.

Todos los domingos íbamos a pasear en auto o visitábamos a los parientes de mi marido. Me avergonzaba de mi madre. Esos parientes se destacaban en la vida social, igual que nosotros. Pero en mi interior, sin embargo, nunca fui feliz. Había algo indeterminado que me corroía. Mi deseo era que, al llegar la muerte - la que sin duda demoraría mucho todavía - todo acabara. Ocurría tal como yo lo había escuchado de niña, durante una plática: Dios recompensa en este mundo toda obra buena que se haga. Si no puede premiarla en la otra vida, lo hace en la tierra. Inesperadamente, recibí una herencia de la tía Lote. Mi marido tuvo la suerte de ver sus ingresos notablemente aumentados. Así pude instalar, confortablemente, una casa nueva.

Mi religión estaba muriendo, como un resplandor crepuscular en un firmamento lejano. Los bares de la ciudad, los hoteles y los restaurantes por los que pasábamos en nuestros viajes, no nos acercaban a Dios. Todos los que los frecuentaban vivían como nosotros: de fuera hacia adentro, no de dentro hacia afuera. Si durante los viajes de vacaciones visitábamos una célebre catedral, tratábamos de divertirnos con el valor artístico de sus obras primas. Los sentimientos religiosos que irradiaban - especialmente las iglesias medievales - yo los neutralizaba criticando circunstancias accesorias de un hermano lego que nos guiaba, criticaba su negligencia en el aseo, criticaba el comercio de los piadosos monjes que fabricaban y vendían licor, criticaba el eterno repique de campanas llamando a los sagrados oficios, diciendo que el único fin era ganar dinero...

Así era como conseguía apartar a la gracia, cada vez que me llamaba. Especialmente descargaba mi mal humor frente a algunas pinturas de la Edad Media representando al Infierno en libros, cementerios y otros lugares. Allí el demonio asaba a las almas sobre fuego rojo o amarillo, mientras sus compañeros, con largas colas, le traen más víctimas. ¡Clara, el infierno puede ser dibujado, ¡pero nunca exagerado! Siempre me burlaba del fuego del infierno. Acuérdate de una conversación durante la cual te puse un fósforo encendido bajo la nariz, preguntándote: "¿Así huele?"

Apagaste en seguida la llama. Aquí nadie consigue hacerlo. Te digo más: el fuego del que habla la Biblia no es el tormento de la consciencia. ¡Fuego es fuego! Debe ser interpretado al pie de la letra cuando Aquel dijo: "Apartáos de mí, malditos, id al fuego eterno". ¡Al pie de la letra! ¿Y cómo puede ser tocado un espíritu por el fuego material? Preguntarás. ¿Y cómo puede sufrir tu alma, en la tierra, si pones el dedo sobre una llama? Tampoco tu alma se quema, mientras tanto el dolor lo sufre todo el individuo. Del mismo modo, nosotros estamos aquí espiritualmente presos al fuego de nuestro ser y de nuestras facultades. Nuestra alma carece de la agilidad que le sería natural; no podemos pensar ni querer lo que querríamos.

No te sorprendas de mis palabras. Es un misterio contrario a las leyes de la naturaleza material: el fuego del infierno quema sin consumir. Nuestro mayor tormento consiste en saber que nunca veremos a Dios. ¿Cómo puede atormentarnos tanto esto, si en la tierra nos era indiferente? Mientras el cuchillo está sobre la mesa, no te impresiona. Le ves el filo, pero no lo sientes. Pero si el cuchillo entra en tus carnes, gritarás de dolor. Ahora, sentimos la pérdida de Dios. Antes, sólo pensábamos en ella.

No todas las almas sufren igual. Cuanto mayor fue la maldad, cuanto más frívolo y decidido, tanto más le pesa al condenado la pérdida de Dios, tanto más lo sofoca la criatura de que abusó. Los católicos que se condenan sufren más que los de otras religiones, porque recibieron y desaprovecharon, por lo general, más luces y mayores gracias. Los que tuvieron mayores conocimientos sufren más duramente que los que tuvieron menos. El que pecó por maldad sufre más que el que cayó por debilidad. Pero ninguno sufre más de lo que mereció. Oh, si esto no fuera verdad, ¡tendría un motivo para odiar!

Un día me dijiste: nadie va al infierno sin saberlo. Eso le habría sido revelado a una santa. Yo me reía, mientras me atrincheraba en esta reflexión: "siendo así, siempre tendré tiempos suficiente para volver atrás". Esta revelación es exacta. Antes de mi muerte repentina, es verdad, no conocía al infierno tal como es. Ningún ser humano lo conoce. Pero estaba perfectamente enterada de algo: "Si mueres, me decía, entrarás en la eternidad como una flecha, directamente contra Dios; habrá que aguantar las consecuencias". Como te dije, no volví atrás. Perseveré en la misma dirección, arrastrada por la costumbre, con la que los hombres actúan cuanto más envejecen.

Mi muerte ocurrió así: Hace una semana - digo según las cuentas que llevan ustedes, porque si calculara por mis dolores, podría estar ardiendo en el infierno desde hace diez años - mi marido y yo salimos en otra excursión dominguera, que fue la última para mí. El día estaba radiante de sol. Me sentía muy bien, como pocas veces. Sin embargo, me traspasaba un presentimiento siniestro. Inesperadamente, en el viaje de regreso, mi marido y yo fuimos enceguecidos por los faros de un automóvil que venía en sentido contrario, a gran velocidad. Max perdió el control del vehículo. Jesús! Se escapó de mis labios, no como oración sino como grito. Sentí un dolor aplastante: comparado con el tormento actual, una bagatela. Después perdí el sentido.

¡Qué extraño! Aquella misma mañana, sin explicación, había surgido en mi mente este pensamiento. "Por una vez, podrías ir a Misa". Era como una súplica. Un "¡no!" claro y decidido cortó el curso de la idea. "Con esas cosas tengo que terminar definitivamente". Es decir, asumí todas las consecuencias. Ahora las soporto.

Lo que ocurrió después de mi muerte lo sabes. La suerte de mi marido, de mi madre, lo que ocurrió con mi cadáver, mi entierro, lo sé por una intuición natural que tenemos todos los que estamos aquí. Del resto de lo que ocurre en el mundo poseemos un conocimiento confuso. Sabemos lo que se refiere a nosotros. De este modo veo el lugar donde vives. Desperté de improviso en el momento de mi muerte. Me encontré inundada por una luz ofuscante. Era el mismo sitio donde había caído mi cadáver. Sucedió como en el teatro, cuando se apagan las luces de la sala, sube el telón y aparece una escena trágicamente iluminada. La escena de mi vida. Como en un espejo, mi alma se mostró a sí misma. Vi las gracias despreciadas y pisoteadas, desde mi juventud hasta el último "no" frente a Dios.

Me sentí como un asesino, al que llevan ante el tribunal para ver a la víctima exánime. ¿Arrepentirme? ¡Nunca! ¿Avergonzarme? ¡Jamás!

Mientras tanto, no conseguía permanecer bajo la mirada de Dios, a quien rechazaba. Sólo tenía una salida: la fuga. Así como Caín huyó del cadáver de Abel, así mi alma se proyectó lejos de esta visión de horror.

Este era el Juicio particular.

Habló el invisible juez: "APÁRTATE DE MI". De inmediato mi alma, como una sombra amarilla de azufre, se despeñó al lugar del eterno tormento.

Epílogo de Clara:

Así terminó la carta de Anita sobre el Infierno. Las últimas palabras eran casi ilegibles, tan torcidas estaban las letras. Cuando terminé de leer la última línea, la carta se convirtió en cenizas. ¿Qué es lo que escucho? En medio de los duros términos de las palabras que imaginaba haber leído, resonó el dulce tañido de una campana. Me desperté de inmediato. Estaba acostada en mi cuarto. La luz matinal entraba por la ventana. Las campanadas de las Avemarías llegaban de la iglesia parroquial. ¿Todo había sido un sueño?

Nunca había sentido antes en el Ángelus tanto consuelo como después de ese sueño. Lentamente, fui rezando las oraciones. Entonces comprendí: la bendita Madre del Señor quiere defenderte. Venera a María filialmente, si no quieres tener el destino que te contó - aunque fuera en sueños - un alma que jamás verá a Dios. Temblando todavía por la visión nocturna, me levanté, me vestí con prisa y hui a la capilla de la casa. Mi corazón palpitaba con violencia. Los huéspedes que estaban más cerca me miraban con preocupación. Quizás pensaban que estaba agitada por correr escaleras abajo.

Una bondadosa señora de Budapest, un alma sacrificada, pequeña como una niña, miope, aún fervorosa en el servicio de Dios, de gran penetración espiritual, me dijo por la tarde en el jardín: "Señorita, Nuestro Señor no quiere ser servido con excitación". Pero ella advertía que otra cosa me había excitado y aún me preocupaba. Agregó, bondadosamente: "Nada te turbe - conoces el aviso de Santa Teresa - nada te espante. Todo pasa. Quien a Dios tiene, nada le falta. Sólo Dios basta". Mientras susurraba esto, sin adoptar un aire magisterial, parecía estar leyendo mi alma.

"Sólo Dios basta". Sí, Él ha de bastarme, en éste o en el otro mundo. Quiero poseerlo allí un día, por más sacrificios que tenga que hacer aquí para vencer. No quiero caer en el infierno.

Conclusión:

Quizás no como objeción, pero no puede eludirse una pregunta: ¿Cómo puede haber recordado Clara con tal precisión todas las palabras de la carta de la condenada? Respondemos: quien hace lo más, puede hacer lo menos. Quien comienza una obra, puede también concluirla. Si la manifestación de ultratumba es un hecho preternatural, Clara debe haber tenido también una asistencia preternatural para escribir con exactitud todas las palabras leídas durante la visión.

La eternidad de las penas del infierno es un dogma. Seguramente, el más terrible de todos. Tiene su fundamento en las Sagradas Escrituras.

De la conveniencia de ilustrar este dogma con un caso particular, nos da ejemplo Nuestro Señor Jesucristo en la parábola del rico Epulón y el pobre Lázaro. Allí se encuentra una descripción del infierno y del peligro de caer en él. No es otra la intención de este trabajo. Expresa también nuestra finalidad el siguiente consejo: "Vayamos al infierno mientras estemos vivos, para no caer allí después de la muerte".

 

viernes, 17 de junio de 2022

¡NUNCA IGNORAMOS ESSAS VERDADES SOBRE O PURGATÓRIO!

 



¿POR QUE UMA EXPIAÇÃO TÃO PROLONGADA?

As razões não são difíceis de entender.

1.     A malícia do pecado é muito grande. O que nos parece uma pequena falta é na verdade uma grave ofensa contra a infinita bondade de Deus. Basta ver como os santos se arrependeram de suas faltas.

Nossa tendência é ser fraco, é verdade, mas Deus generosamente nos oferece abundantes graças para nos fortalecer; Dá-nos a luz para ver a gravidade das nossas faltas e a força necessária para não cair em tentação. Se ainda cairmos, a culpa é toda nossa. Não usamos a luz e a força que  Deus generosamente nos oferece; não rezamos, não recebemos os Sacramentos como deveríamos.

2.     Um eminente teólogo observa que se há almas que estão condenadas ao inferno por toda a eternidade por pecado mortal, não devemos nos surpreender porque outras almas devem ser mantidas por muito tempo no Purgatório. Há aqueles que cometeram deliberadamente inúmeros pecados veniais, alguns dos quais são tão graves que, no momento de cometê-los, o pecador mal sabe se são mortais ou veniais. Além disso, eles podem ter cometido alguns pecados mortais pelos quais se arrependeram pouco e fizeram pouca ou nenhuma penitência. A culpa foi remida por absolvição, mas a pena devida pelos pecados terá que ser paga no Purgatório.

Nosso Senhor nos ensina que devemos ser responsáveis ​​por cada palavra que dissermos e que não sairemos da prisão até que tenhamos pago cada centavo. (Mt 5:26).

Os santos cometeram poucos e leves pecados, mas se arrependem e fazem severas mortificações. Cometemos muitos e gravíssimos pecados, pouco nos arrependemos e fazemos pouca ou nenhuma penitência.

 

PECADOS VENAIS:

 

Seria difícil calcular o imenso número de pecados veniais que cometemos.

1) Há um número infinito de faltas no amor, no egoísmo, nos pensamentos, nas palavras, nos atos de sensualidade, também em centenas de variantes; falta de caridade em pensamento, palavra, ação e omissão. Ociosidade, vaidade, ciúmes, caloroso e outras incontáveis ​​faltas.

2)    Há pecados por omissão que não pagamos. Amamos tão pouco a Deus, e Ele clama centenas de vezes por nosso amor. Nós o tratamos com frieza, indiferença e até com ingratidão.

Ele morreu por cada um de nós. ¿Agradecemos-lhe devidamente? Ele permanece dia e noite no Santíssimo Sacramento do Altar, esperando nossas visitas, ansioso por nos ajudar. Quantas vezes vamos a Ele? Ele deseja vir a nós na Sagrada Comunhão, e nós o rejeitamos. Ele se oferece por nós todas as manhãs no Altar na Missa e dá oceanos de graça para aqueles que assistem ao Santo Sacrifício. ¡E alguns são tão preguiçosos que não vão! ¡Que desperdício de agradecimento!

3)   Nossos corações são duros e cheios de amor próprio. Temos lares felizes, comida esplêndida, roupas e uma abundância de todas as coisas. Muitos de nossos vizinhos vivem com fome e miséria, e nós lhes damos pouco, enquanto vivemos no desperdício e gastamos conosco desnecessariamente.

4)     A vida nos foi dada para servir a Deus, para salvar nossas almas.

Muitos cristãos, no entanto, se contentam em orar cinco minutos pela manhã e cinco à noite!! As restantes 24 horas são dedicadas ao trabalho , descanso e prazer. Dez minutos para Deus, para nossas almas imortais, para a grande obra de nossa salvação! Vinte e três horas e cinquenta minutos para esta vida transitória! É justo com Deus?

Nossas obras, nossas rupturas e sofrimentos devem ser feitos para Deus!

Assim deveria ser, e nossos méritos seriam, claro, grandes. A verdade é que hoje poucos pensam em Deus durante o dia. O grande objetivo de seus pensamentos são eles mesmos. Eles pensam, trabalham e descansam para se satisfazerem. Deus ocupa um espaço muito pequeno em seus dias e em suas mentes. Isso é um desrespeito ao Seu Amoroso Coração, que sempre pensa em nós .

 

E AGORA, OS PECADOS MORTAIS:

 

5)   Infelizmente, muitos cristãos cometem pecados mortais durante a vida, mas, embora os confessem, como já dissemos, não os satisfazem

  O Venerável São Beda acredita que aqueles que passam grande parte de suas vidas cometendo pecados graves e os confessando em seus leitos de morte podem acabar presos no Purgatório até o Dia do Juízo.

Santa Gertrudes em suas revelações diz que aqueles que cometem muitos pecados graves e que não fizeram penitência não gozam de nenhum sufrágio da Igreja por um tempo considerável. Todos esses pecados, mortais ou veniais, se acumulam por 20, 30, 40, 60 anos de nossas vidas. Todos e cada um devem ser expiados após a morte.

Então, é de se admirar que algumas almas tenham que estar no Purgatório por tanto tempo?

 

CAPÍTULO 4:  ¿POR QUE E O QUE ORAR PELAS ALMAS BEM-AVENTURADAS DO PURGATÓRIO?

O grande Mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo é que nos amemos uns aos outros, genuína e sinceramente. O Primeiro Grande Mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. O segundo, ou melhor, o corolário do primeiro, é amar o próximo como a nós mesmos. Não é um conselho ou um mero desejo do Todo-Poderoso. É o Seu Grande Mandamento, a base e a essência da Sua Lei. A verdade contida nisso é tão grande que Ele toma tudo o que fazemos pelo nosso próximo como doação e como rejeição a Ele quando rejeitamos o nosso próximo.

Lemos no Evangelho de São Mateus (Mt 25,34-46), as palavras que Cristo dirigirá a cada um no Dia do Juízo.

Alguns católicos parecem pensar que sua Lei caiu em desuso, porque hoje há egoísmo, amor-próprio, e ninguém pensa nos outros, mas em auto- engrandecimento.

"É inútil observar a Lei de Deus nos dias de hoje", dizem eles, "cada um deve cuidar de si mesmo, ou você afunda."

¡Nao existe tal coisa! A lei de Deus é grande e terá para sempre força de lei. Portanto, é necessário mais do que nunca, e é nosso dever e nosso melhor interesse cumpri-lo.

 

SOMOS MORALMENTE OBRIGADOS A ORAR PELOS ANIMAIS BEM-AVENTURADOS.

 

Somos sempre obrigados a amar e ajudar uns aos outros, mas quanto maior a necessidade do próximo, maior e mais rigorosa é a nossa obrigação. Não  é um favor que podemos ou não podemos fazer, é nosso dever; devemos ajudar uns aos outros.

Seria um crime monstruoso, por exemplo, negar ao despossuído o alimento necessário para mantê-lo vivo. Seria terrível recusar ajuda a alguém em grande necessidade, passar por cima e não estender a mão para salvar um homem que está afundando. Não devemos apenas ajudar quando for fácil e conveniente, mas devemos fazer qualquer sacrifício para ajudar nosso irmão em dificuldade.

  ¿Ora, quem pode estar mais necessitado de caridade do que as almas do Purgatório? ¿Que fome ou sede ou sofrimento nesta Terra pode se comparar com seus sofrimentos mais terríveis? Nem os pobres, nem os doentes, nem o sofrimento que vemos ao nosso redor precisam de ajuda tão urgente. Ainda encontramos pessoas de bom coração que se interessam pelo sofrimento desta vida, mas dificilmente encontramos pessoas que trabalham para as Almas do Purgatório!

  ¿E quem pode precisar mais de nós? Entre eles, além disso, podem estar nossas mães, nossos pais, amigos e entes queridos.

 

DEUS QUER QUE OS AJUDEMOS.

 

Eles são os amigos mais queridos. Deus quer ajudá-lo; Ele quer tê-los perto Dele no Céu. Eles nunca mais o ofenderão e estão destinados a estar com ele por toda a eternidade. É verdade que a Justiça de Deus exige expiação dos pecados, mas por uma admirável dispensação de Sua Providência, Ele coloca em nossas mãos a possibilidade de ajudá-los, Ele nos dá o poder de aliviá-los e até de libertá-los. Nada agrada mais a Deus do que ajudá-los. Ele está tão agradecido como se nós o ajudássemos.

 

NOSSA SENHORA QUER QUE AJUDEMOS VOCÊ:

 

Nunca, nunca uma mãe nesta terra amou tão ternamente seus filhos falecidos, ninguém jamais consola como Maria procura consolar seus filhos sofredores no Purgatório, e tê-los com ela no Céu. Nós lhe daremos grande alegria cada vez que tirarmos uma alma do Purgatório.

 

OS ANIMAIS BEM-AVENTURADOS DO PURGATÓRIO NOS VOLTAM A MIL POR UM:

 

¿Mas o que podemos dizer sobre os sentimentos das Santas Almas? ¡Seria praticamente impossível descrever sua gratidão sem limites a quem os ajuda! Cheios de um desejo imenso de retribuir os favores feitos por eles, rezam por seus benfeitores com um fervor tão grande, tão intenso, tão constante, que Deus não pode negar-lhes nada. Santa Catarina de Bolonha diz

:"Recebi muitos e grandes favores dos Santos, mas muito maiores das Santas Almas (no Purgatório)."

Quando eles são finalmente liberados de suas tristezas e desfrutam da bem-aventurança do Céu, longe de esquecer seus amigos na terra, sua gratidão não tem limites. Prostrados diante do Trono de Deus, não param de orar por quem os ajudou. Por suas orações, eles protegem seus amigos do perigo e os protegem dos demônios que os assombram.

Eles não param de orar até que vejam seus benfeitores seguros no céu, e eles serão para sempre seus mais queridos, mais sinceros e melhores amigos.

¡Se os católicos soubessem quão poderosos protetores eles se protegem apenas ajudando as almas abençoadas, eles não estariam tão relutantes em orar por eles!

 

AS ALMAS BEM-AVENTURADAS DO PURGATÓRIO PODEM ENCURTAR NOSSO PRÓPRIO PURGATÓRIO:

 

¡Outra grande graça que obtemos orando por eles é um Purgatório curto e fácil, ou sua remissão completa!

San Juan Masías, um padre dominicano, tinha uma devoção maravilhosa às Almas do Purgatório. ¡¡¡Pelas suas orações conseguiu (principalmente pela recitação do Santo Rosário) a libertação de um milhão e quatrocentas mil almas!!! Em troca, obteve para si as graças mais abundantes e extraordinárias. Essas almas vieram consolá-lo em seu leito de morte e o acompanharam ao céu.

Este fato é tão verdadeiro que foi inserido pela Igreja na bula que decretou sua beatificação.

O Cardeal Baronio recorda um acontecimento semelhante:

Ele foi chamado para ajudar um moribundo. De repente, um exército de espíritos abençoados apareceu no leito de morte, consolou o moribundo e dissipou os demônios que gemiam, em uma tentativa desesperada de conseguir sua morte.

ruína. Quando o cardeal lhes perguntou quem eram, responderam que havia oito mil almas que este homem havia libertado do Purgatório graças às suas orações e boas obras. Eles foram enviados por Deus, explicaram, para levá-lo ao Céu sem passar um único momento no Purgatório.

  Santa Gertrudis foi ferozmente tentada pelo diabo quando estava prestes a morrer. O espírito demoníaco reserva uma tentação perigosa e sutil para nossos últimos minutos. Como não encontrou um assalto suficientemente inteligente para esta Santa, pensou em perturbar a sua paz beatífica, sugerindo que ela passaria muito tempo no Purgatório, pois tinha desperdiçado as suas próprias indulgências e sufrágios em favor de outras almas. Mas Nosso Senhor, não contente em enviar Seus Anjos e as milhares de almas que ela havia libertado, foi em Pessoa para expulsar Satanás e confortar seu amado Santo. Ele disse a Santa Gertrudis que em troca do que ela havia feito pelas almas abençoadas, ele a levaria direto para o céu e multiplicaria todos os seus méritos centenas de vezes.

  O Beato Enrique Suso, da Ordem Dominicana, fez um pacto com outro irmão da Ordem pelo qual, quando o primeiro deles morreu, osobrevivente oferecia duas missas por semana por sua alma, e outras orações também. Aconteceu que seu companheiro morreu primeiro, e o Beato Henrique imediatamente começou a oferecer as missas prometidas. Ele continuou dizendo-os por um longo tempo. No final, certo de que seu santo amigo morto havia chegado ao céu, ele deixou de oferecer as missas. Grande foi seu arrependimento e consternação quando o irmão morto apareceu diante dele sofrendo intensamente e reclamando por não ter celebrado as Missas prometidas. O Beato Henrique respondeu com grande pesar que não havia continuado com as Missas, acreditando que seu amigo certamente estaria desfrutando da Visão Beatífica, mas acrescentou que sempre se lembrava dele em suas orações. "Oh irmão Enrique, por favor, dê-me as missas, esperado.

 

 

miércoles, 15 de junio de 2022

¡LET'S NEVER IGNORE THESE TRUTHS ABOUT PURGATORY!

 


WHY SUCH A PROLONGED ATONEMENT?

The reasons are not difficult to understand.

1.     The malice of sin is very great. What seems to us a small fault is actually a serious offense against the infinite goodness of God. It is enough to see how the Saints repented of their faults.

Our tendency is to be weak, it is true, but God generously offers us abundant graces to strengthen us; he gives us the light to see the seriousness of our faults, and the necessary strength not to fall into temptation. If we still fall, the fault is all ours. We do not use the light and strength that  God generously offers us; we do not pray, we do not receive the Sacraments as we should.

2.     An eminent theologian remarks that if there are souls who are condemned to Hell for all eternity for mortal sin, we should not be surprised because other souls must be held for a long time in Purgatory. There are those who have deliberately committed countless venial sins, some of which are so serious that at the moment of committing them the sinner hardly knows whether they are mortal or venial. Also, they may have committed some mortal sins for which they had little repentance and did little or no penance. Guilt has been remitted by absolution, but the penalty due for sins will have to be paid in Purgatory.

Our Lord teaches us that we must be held accountable for every word we say and that we will not leave prison until we have paid every penny. (Mt 5:26).

The Saints committed few and slight sins, and even so, they repent and do severe mortifications. We commit many and very serious sins, and we repent little and do little or no penance.

VENIAL SINS:

It would be difficult to calculate the immense number of venial sins that we commit.

1) There is an infinite number of faults in love, selfishness, thoughts, words, acts of sensuality, also in hundreds of variants; lack of charity in thought, word, deed, and omission. Idleness, vanity, jealous, warmish and other uncounted fouls.

2)    There are sins by omission that we do not pay for. We love God so little, and He cries out hundreds of times for our love. We treat him coldly, indifferently and even with ingratitude.

He died for each one of us. Have we thanked him properly? He remains day and night in the Blessed Sacrament of the Altar, awaiting our visits, eager to help us. How often do we go to Him? He longs to come to us in Holy Communion, and we reject him. He offers Himself for us each morning on the Altar at Mass and gives oceans of grace to those who attend the Holy Sacrifice. And some are so lazy that they don't go! What a waste of thanks!

3)   Our hearts are hard and full of self-love. We have happy homes, splendid food, clothing, and an abundance of all things. Many of our neighbors live in hunger and misery, and we give them little, while we live in waste and spend on ourselves unnecessarily.

4)     Life was given to us to serve God, to save our souls.

Many Christians, however, are content to pray five minutes in the morning and five at night!! The rest of the 24 hours are dedicated to work , rest and pleasure. Ten minutes to God, to our immortal souls, ¡to the great work of our salvation! Twenty-three hours and fifty minutes to this transient life! Is it fair to God?

Our works, our breaks and sufferings should be done for God!

So it should be, and our merits would of course be great. The truth is that today few think about God during the day. The great objective of their thoughts is themselves. They think, work and rest to satisfy themselves. God occupies a very small space in their days and their minds. This is a snub to his Loving Heart, which always thinks of us .

 

AND NOW, THE MORTAL SINS:

 

5)   Unfortunately, many Christians commit mortal sins during their lives, but, although they confess them, as we have already said, they do not make satisfaction for them.

  Venerable Saint Bede believes that those who spend a large part of their lives committing serious sins and confessing them on their deathbeds may end up being held in Purgatory until Judgment Day.

Saint Gertrude in her revelations says that those who commit many serious sins and who have not done penance do not enjoy any suffrage of the Church for a considerable time. All those sins, mortal or venial, accumulate for 20, 30, 40, 60 years of our lives. Each and every one must be atoned for after death.

¿So is it any wonder some souls have to be in Purgatory for so long?

 

 

 

CHAPTER 4:  WHY AND WHAT TO PRAY FOR THE BLESSED SOULS IN PURGATORY?

The great Commandment of Our Lord Jesus Christ is that we love one another, genuinely and sincerely. The First Great Commandment is to love God above all things. The second, or rather the corollary of the first, is to love our neighbor as ourselves. It is not advice or a mere wish of the Almighty. It is his Great Commandment, the basis and essence of his Law.The truth contained in this is so great that He takes everything we do for our neighbor as a donation, and as a rejection of Him when we reject our neighbor.

We read in the Gospel of Saint Matthew (Mt 25:34-46), the words that Christ will address to each one on the Day of Judgment.

Some Catholics seem to think that their Law has fallen into disuse, because these days there is selfishness, self-love, and no one thinks of others, but of self- aggrandizement.

"It is useless to observe the Law of God these days," they say, "everyone must look out for himself, or you sink."

There's no such thing! God's law is great and will forever have the force of law. Therefore, it is necessary more than ever, and it is our duty and our best interest to fulfill it.

 

WE ARE MORALLY OBLIGATED TO PRAY FOR THE BLESSED ANIMALS.

 

We are always obliged to love and help the other, but the greater the need of our neighbor, the greater and stricter our obligation. It  is not a favor that we can or cannot do, it is our duty; we must help each other.

It would be a monstrous crime, for example, to deny the dispossessed the food necessary to keep him alive. It would be awful to refuse help to someone in great need, to pass by and not reach out to save a sinking man. We must not only help when it is easy and convenient, but we must make any sacrifice to help our brother in difficulty.

  Now, who can be more in need of charity than the souls in Purgatory? What hunger or thirst or suffering on this Earth can compare with your most terrible sufferings? Neither the poor, nor the sick, nor the suffering that we see around us need such urgent help. We still find good-hearted people who are interested in the suffering of this life, but we hardly find people who work for the Souls in Purgatory!

  And who can need us more? Among them, in addition, may be our mothers, our fathers, friends and loved ones.

 

GOD WANTS US TO HELP THEM.

 

They are the dearest friends. God wants to help you; He wants to have them close to Him in Heaven. They will never offend him again, and are destined to be with him for all eternity. It is true, the Justice of God demands atonement for sins, but through an amazing dispensation of His Providence, it places in our hands the possibility of assisting them, it gives us the power to alleviate them and even to free them. Nothing pleases God more than helping them. He is as grateful as if we helped Him.

 

OUR LADY WANTS US TO HELP YOU:

 

Never, never has a mother on this earth loved her deceased children so tenderly, no one ever consoles as Mary seeks to console her suffering children in Purgatory, and have them with her in Heaven. We will give you great joy every time we take a soul out of Purgatory.

 

THE BLESSED ANIMALS OF PURGATORY RETURN US A THOUSAND FOR ONE:

 

But what can we say about the feelings of the Holy Souls? It would be practically impossible to describe their boundless gratitude to those who help them! Filled with an immense desire to repay the favors done for them, they pray for their benefactors with a fervor so great, so intense, so constant, that God cannot deny them anything. Saint Catherine of Bologna says

:"I have received many and great favors from the Saints, but much greater from the Holy Souls (in Purgatory)."

When they are finally released from their sorrows and enjoy the bliss of Heaven, far from forgetting their friends on earth, their gratitude knows no bounds. Prostrate before the Throne of God, they do not stop praying for those who helped them. By their prayers they protect their friends from danger and protect them from the demons that haunt them.

They do not stop praying until they see their benefactors safe in Heaven, and they will forever be their dearest, most sincere and best friends.

If Catholics knew how powerful protectors they secure themselves just by helping the Blessed Souls, they would not be so reluctant to pray for them!

 

THE BLESSED SOULS IN PURGATORY CAN SHORTEN OUR OWN PURGATORY:

 

Another great grace that we obtain by praying for them is a short and easy Purgatory, or their complete remission!

San Juan Masías, a Dominican priest, had a wonderful devotion to the Souls in Purgatory. By his prayers, he got (mainly by the recitation of the Holy Rosary) the liberation of one million four hundred thousand souls!!! In return, he obtained for himself the most abundant and extraordinary graces. Those souls came to console him on his deathbed, and accompanied him to Heaven.

This fact is so true that it was inserted by the Church in the bull that decreed his beatification.

Cardinal Baronio recalls a similar event:

He was called to assist a dying man. Suddenly, an army of blessed spirits appeared on the deathbed, comforted the dying man, and dispelled the groaning demons, in a desperate attempt to achieve their death.

ruin. When the cardinal asked them who they were, they replied that there were eight thousand souls that this man had freed from Purgatory thanks to his prayers and good works. They were sent by God, they explained, to take him to Heaven without spending a single moment in Purgatory.

  Santa Gertrudis was fiercely tempted by the devil when she was about to die. The demonic spirit reserves a dangerous and subtle temptation for our last minutes. As she could not find a clever enough assault on this Saint, she thought of disturbing her beatific peace by suggesting that she was going to spend a very long time in Purgatory since she had wasted her own indulgences and suffrages in favor of others. souls. But Our Lord, not content with sending her Angels and the thousands of souls she had liberated, went in Person to drive away Satan and comfort her dear Saint. He told Santa Gertrudis that in exchange for what she had done for her blessed souls, he would take her straight to Heaven and multiply all her merits hundreds of times.

  Blessed Enrique Suso, of the Dominican Order, made a pact with another brother of the Order by which, when the first of them died, thesurvivor would offer two Masses each week for his soul, and other prayers as well. His companion happened to die first, and Blessed Henry immediately began offering the promised Masses. He continued saying them for a long time. In the end, sure enough that his saintly dead friend had reached Heaven, he ceased to offer the Masses. Great was his repentance and consternation when the dead brother appeared before him suffering intensely and complaining that he had not celebrated the promised Masses. Blessed Henry replied with great regret that he had not continued with the Masses, believing that his friend would surely be enjoying the Beatific Vision, but added that he always remembered him in his prayers. "Oh brother Enrique, please give me the Masses, expected.